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83ª. Feira do Livro de Lisboa – celebrando “uma tradição”

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 26 de Maio de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,


A 83ª Feira do Livro de Lisboa será realizada até o dia 10 de junho – o Dia de Camões.

 

A 83ª edição da Feira do Livro de Lisboa teve início no dia 23 de maio e vai manter-se no Parque Eduardo VII até 10 de junho, com um programa que, em comparação com as edições anteriores, conta com mais expositores e novidades.
 
Há ao todo no parque 241 pavilhões e estão representadas 480 editoras de chancelas – em ambos os casos, um aumento comparado a 2012. E uma das novidades deste ano: existe uma equipa de cerca de trinta voluntários que irão prestar apoio aos visitantes nas várias atividades do grande evento literário lisboeta.

Diariamente, continuam a ter lugar no parque as sessões de autógrafos e o lançamento de novos livros.
 
No auditório da APEL, na Praça Marquês de Pombal, com cerca de 80 lugares, irá receber as já habituais apresentações, debates e conferências. Este ano, a Feira de Lisboa acolherá também a Conferência de Edimburgo, a conferência mundial de escritores, que passará por 15 cidades.
 
Mais duas novidades são uma mostra especial de livros dos países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – e a existência de um Clube de Leitura, que visa promover a troca de ideias e experiências entre os visitantes da Feira.
 
A Feira do Livro de Lisboa é organizada pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros –, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. O evento vai decorrer até ao dia 10 de junho – o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. As datas da Feira do Livro de Lisboa foram transferidas para perto do Dia de Camões também para evitar a coincidência com as datas da Feira do Livro do Porto.

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• 83ª Feira do Livro de Lisboa – Parque Eduardo VII
Até 10 de junho. Segunda a quinta-feira, das 12 horas e 30 às 23 horas; sábados e véspera de feriado, das 11 horas às 24 horas; domingos, das 11 horas às 23 horas.
<http://feiradolivrodelisboa.pt/>.

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–– “A Feira do Livro de Lisboa ainda é a grande festa do livro” ––

Manuela Micael
Da TVI (Portugal)
23 de maio de 2013

:::  A partir desta quinta-feira, a “tradição” vai continuar a ser o que era no Parque Eduardo VII, garantem editores e livreiros  :::

No evento, 480 editoras estão representadas em 241 pavilhões no Parque Eduardo VII.
 

Já tem 83 anos. Podia até coxear ou fazer uso da bengala, mas está para durar. A garantia é dada por editores e livreiros que todos os anos se apresentam na Feira do Livro de Lisboa, dando vida ao Parque Eduardo VII. Este ano, nem a crise nem os novos suportes digitais lhe tiraram protagonismo, assegura a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

“O objetivo não é só vender livros. Este evento é também uma forma de aproximar os autores e os editores dos seus leitores. E os autores portugueses estão todos ou quase todos presentes”, recorda Pedro Pereira da Silva, da APEL.

O responsável sublinha a “importância cada vez maior” que a Feira tem vindo a adquirir. “Os editores apostam muito na Feira do Livro por ser um veículo promocional de livros que vão sair durante o evento, mas também da apresentação de catálogos”, explica Pedro Pereira da Silva.

As editoras veem uma oportunidade para “mostrarem a própria identidade, que normalmente é esbatida quando estamos em espaços comerciais”, sublinha Eduardo Boavida. O responsável da Bertrand acrescenta que a editora “aproveita para apresentar as suas edições com maior atualidade” e “títulos que despertem a curiosidade”.

–– Feira do Livro de Lisboa: “uma tradição”, segundo as editoras ––
A falta de dinheiro nos bolsos dos portugueses não tira brilho à Feira. “É uma tradição. As pessoas estão acostumadas a visitar a Feira com as famílias e a comprarem aquele livro que andavam a namorar, mas para o qual não tinham dinheiro, e que aqui até está a um preço mais apetecível”, diz Sofia Monteiro, da editora A Esfera dos Livros.

“É uma oportunidade para fazermos a festa do livro. Ainda é a grande festa do livro. Temos uma previsão muito otimista para este ano”, acrescenta Sofia Monteiro.

A opinião da responsável da Esfera dos Livros é partilhada por Eduardo Boavida: “É uma mostra, mais do que uma feira. […] Muitas pessoas vão à Feira à procura de bons preços e boas compras. Até porque estamos em crise; continua a fazer sentido.”

“É utilíssima para os leitores que procuram livros que não tiveram oportunidade de obter nas livrarias, e é importantíssima para as famílias que, nem que seja uma vez por ano, visitam a maior livraria do país”, considera Francisco José Viegas, da Quetzal.

E visitar “a maior livraria do país” pode render bons descontos. Todos os livros da Feira têm 20% de desconto sobre o preço de editor. Todos os dias, haverá livros selecionados com 40% por cento de desconto e na “Hora H” (última hora de Feira, de segunda a quinta), há uma seleção de livros com descontos a partir dos 50%.

–– “O digital é apenas um formato” ––
Editores e livreiros não temem o avanço dos livros digitais. “O livro, enquanto objeto físico, está para durar. Em Portugal, ainda estamos a dar os primeiros passos nos ‘e-books‘ [livros eletrónicos]”, considera Sofia Monteiro.

“O digital é apenas um formato. A maior parte dos livros ainda está em ‘formato analógico’ e as pessoas gostam de saber o que há de novo”, acrescenta Pedro Pereira da Silva. “Em Portugal, os números de vendas de livros digitais ainda não ultrapassou o um ou dois por cento”, sublinha Francisco José Viegas.

A APEL assegura que o investimento na organização desta 83ª edição é “igual ao do ano passado” e espera “ainda mais visitantes”. Para isso, muito contribuirá a alteração de datas, que adiou a Feira para uma altura em que o inverno parece já ter ido embora definitivamente. “Mas também esperamos mais visitantes que vêm à procura da riqueza de programação, que tem vindo a crescer nos últimos anos”.

As editoras desdobram-se em sessões de autógrafos com os autores que publicam, debates e conversas com os escritores para atrair público. A Bertrand, por exemplo, aposta em uma “agenda bastante forte, que vai incidir sobretudo nos fins de semana e feriados”.

Já a coqueluche da Quetzal será o novo romance de José Eduardo Agualusa, A Vida no Céu, o primeiro livro do escritor na editora, que Francisco José Viegas reconhece como “uma das grandes apostas”.  :::

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MICAEL, Manuela. “A Feira do Livro de Lisboa ainda é a grande festa do livro”.
Extraído do sítio de notícias TVI 24 Horas – seção Sociedade (Portugal).
Publicado em: 23 maio 2013.

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