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Pesquisando a história e a cultura da África – em bom português

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 25 de Maio de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

Hoje, é dia 25 de maio, o Dia da África. Cada vez mais, nos últimos anos, têm aparecido projetos em todo o mundo da Lusofonia para investigar e promover a história e a diversidade de culturas do continente africano – sobretudo entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs).

Esses projetos têm o objetivo de conhecer mais profundamente a realidade dos países africanos e de valorizar a importância do continente africano no mundo – e também na Lusofonia.

O projeto digital Memória de África e do Oriente, desenvolvido por investigadores da Universidade de Aveiro e da Fundação Portugal-África, é uma das iniciativas com o fim de promover as pesquisas sobre as nações africanas. Assim como o Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas desenvolvido pela filial brasileira da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO.

Confira esses projetos sobre a África a seguir, na reportagem publicada pela Revista de História da Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro.

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–– Pesquisando a África em bom português ––

Por Gabriela Nogueira Cunha
Da Revista de História da Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, Brasil)
24 de maio de 2013

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O portal Memória de África e do Oriente tem mais de 25.000 obras digitalizadas sobre a história e a cultura da África, sobretudo dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

 

Um projeto registra 2.500 obras com referências histórico-culturais africanas em sua biblioteca digital. De um lado, pesquisadores que sentiram a necessidade de saber que tipos de publicações existiam sobre a África em Língua Portuguesa. Do outro, a Fundação Portugal-África, que procurava desenvolver projetos deste cunho.

Da parceria surgiu o portal Memória de África e do Oriente, que hoje já conta com cerca de 353.990 registros bibliográficos, entre 2.500 livros e revistas digitalizados.

Percebe-se hoje um grande empenho por parte de instituições, como a internacional Aluka e a filial brasileira da UNESCO – com seu programa intitulado Brasil-África: Histórias Cruzadas – em promover a valorização da cultura afrodescendente.

Até meados dos anos 1990, estudiosos precisavam deslocar-se para os países que queriam pesquisar para até mesmo realizar o levantamento de informações. “Isso limitava muito as possibilidades de quem não conseguia, simultaneamente, grande disponibilidade de tempo para estar longe de casa e recursos financeiros”, argumenta o coordenador do portal Memória de África, Carlos Sangreman.

Assim surgiu o projeto com o objetivo de realizar o levantamento e a catalogação de acervos documentais sobre o continente africano, com ênfase nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs), no século XX.

“Inicialmente, o âmbito restringiu-se apenas a instituições em Portugal, mas, progressivamente, foram sendo incorporados acervos de instituições de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe”, explica Sangreman, que reclama da falta de participação do Brasil e de Angola.

O professor Carlos Sangreman, da Universidade de Aveiro, é o coordenador do portal Memória de África e do Oriente.

Mas o programa não poderia focar apenas no mapeamento de acervos. A partir de 2005, observando-se que certos padrões de busca em sites [sítios], como o Google, levavam ao acesso imediato às obras e não apenas ao local onde se encontravam, veio a necessidade de rever as diretrizes do programa. “Esta mudança de paradigma contaminou o projeto, também porque as pessoas nos escreviam cada vez mais solicitando o acesso às obras digitalizadas.”

Em dezembro do ano passado, o Memória de África já contava com 353.990 registros bibliográficos e 343.819 páginas digitalizadas. O trabalho conta com a colaboração de algo em torno de 70 instituições, sendo 35 portuguesas, 25 localizadas na Índia e as restantes distribuídas nos vários PALOPs. Para 2013, uma nova versão do portal está sendo planejada para facilitar a disponibilização de informações atuais.

Pesquisadora responsável pelo Programa Brasil-África, semelhante ao da UNESCO no Brasil, Marilza Regattieri afirma que a aproximação étnico-cultural promovida por iniciativas assim é fundamental, pois corrobora um entendimento mútuo. “O princípio é dar acesso ao continente africano e à sua história, permitindo o reconhecimento do papel que aquela cultura desempenhou na formação do nosso país. Mas não só isso: é importante também para que os próprios africanos passem a reconhecer a herança que seus ancestrais deixaram em outros continentes.”  :::

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• Memória de África e do Oriente:
<http://memoria-africa.ua.pt/>
• Aluka – biblioteca digital em linha sobre estudos relacionados ao continente africano:
<http://www.aluka.org>
• Programa Brasil-África, da Representação da UNESCO no Brasil:
<http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/special-themes/ethnic-and-racial-relations-in-brazil/brazil-africa-project/>

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CUNHA, Gabriela Nogueira. África em bom português.
Extraído da Revista de História da Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, Brasil)
Publicado em: 24 maio 2013.

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Leia também:
Universidade de Aveiro: milhares de livros em linha sobre a África e o Oriente – 23 de fevereiro de 2013

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