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Brasil: conexão cultural entre Recife e Macau, na China

In Defesa da Língua Portuguesa, Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 11 de Maio de 2013 by ronsoar Tagged: , , ,

Do sítio G1 (Brasil) e do jornal Diário de Pernambuco (Recife, Brasil)
8 de maio de 2013

Uma das telas a óleo de Lio Man Cheong, retratando a arquitetura de Macau com a mescla das influências chinesa e portuguesa.
 

Fala-se português na Região Administrativa Especial de Macau, no sul da China. Parte dos habitantes está acostumada à “Língua de Camões”, oficial na região ao lado do chinês cantonês. Mas essa não é a única semelhança com o Brasil. Ou talvez seja? A resposta para a pergunta tentará ser respondida em um intercâmbio cultural, literário e linguístico promovido quinta e sexta-feira pelo Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas Neolatinas – Festlatino.

No Recife, acontecem exposições de artes plásticas, fotografias e debates sobre arquitetura e linguística. Na quinta-feira, no auditório da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Câmpus Dois Irmãos, pesquisadores e gestores culturais chineses e brasileiros discutiram questões como preservação do patrimônio histórico das duas cidades.

O coordenador do Festlatino, Humberto França, acredita que os recifenses poderão tirar uma lição com o povo chinês e amadurecer a ideia de “olhar para frente”, e modernizar-se, mas sem desprezar a história. “Pode ser um exemplo no sentido de como preservar bem o patrimônio. O que eu vi em Macau me chamou a atenção. Eles sabem como preservar cidade e ‘vendê-la’ como a joia colonial latina preservada na Ásia, e os turistas vão lá para ver isso”, explicou.

Os artistas macaenses Lio Man Cheong, Carlos Marreiros e Adalberto Tenreiro, que expõem suas obras no Recife.
 

No local também estão expostas cerca de 50 fotografias sobre a cultura lusófona da Riviera das Pérolas, na mostra Macau É um Espetáculo – As Artes nas Ruas de Macau.


 
 

Na sexta-feira, dia 10 de maio, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, no Recife, foi aberta outra mostra: 4 Artistas na Cidade: Pernambuco-Macau, nos Caminhos da Lusofonia. O público tem acesso a 22 obras que utilizam técnicas diversas, como aquarelas, desenhos a lápis de cor, tinta-da-china, lápis de cor e colagem, e telas feitas com caneta de feltro e sobreposição de imagens impressas com tinta acrílica. Prestigiam o evento quatro artistas macaenses: os pintores Lio Man Cheong, Ung Vai Meng, Carlos Marreiros e Adalberto Tenreiro.

“A maioria dessas obras retratam o casario colonial de Macau, esse traço histórico que lembra o Recife, sobretudo o Pátio de São Pedro. A presença portuguesa em Macau durou cerca de 400 anos. Então, além da Língua, há toda uma marca portuguesa na alimentação, na arquitetura e nos sítios históricos”, disse Humberto França. A exposição fica aberta até 9 de junho.

Além de debates e exposições, há uma programação extraoficial, que propicia a troca de experiência dos cinco artistas de Macau com figuras da cultura pernambucana, além da visita a espaços como o Instituto Ricardo Brennand, também no Recife.

–– Fomentar a Língua Portuguesa na Ásia e no mundo ––

Desenho de Ung Vai Meng, da mostra artística sobre a arquitetura luso-chinesa de Macau.

Segundo Humberto França, o evento inaugura um projeto do governo do Estado de Pernambuco com o Ministério da Cultura do Brasil para fomentar um intercâmbio cultural entre as duas cidades. “Assim como Macau, Recife tem uma vocação internacional, principalmente por causa da localização geográfica, e queremos torná-la ainda mais, e Macau pode contribuir para lançar e divulgar a cultura pernambucana na Ásia”, disse.

“Pernambuco e Macau têm a mesma origem cultural, de colonização portuguesa, e, por isso, a expectativa é de que haja identificação entre as realidades. O próximo passo, no ano que vem, é fazer o caminho inverso: levar artistas daqui para a cidade chinesa”, comenta ele.

A ideia da programação é também divulgar o curso de Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que funciona há cinco anos, no circuito neolatino mundial. O projeto quer ainda dar visibilidade à produção dos docentes e pesquisadores da instituição. “A China já percebeu que a Língua Portuguesa tem potencial de internacionalizar-se e tem formado gente para fazer esse intercâmbio. Não é só na América Latina e Europa, mas também há gente falando português na África. Então, queremos incentivar a divulgação dessa Língua no mundo”, apontou França.  :::

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Exposição 4 Artistas na Cidade: Pernambuco-Macau, nos Caminhos da Lusofonia
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
Rua da Aurora, 265 – Boa Vista – Recife – Pernambuco – Brasil

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–– Extraído do sítio G1 (Brasil) e do jornal Diário de Pernambuco (Recife, Brasil) ––

Uma resposta to “Brasil: conexão cultural entre Recife e Macau, na China”

  1. Vai ser difícil aumentar o número de falantes de português em Macau. Estive lá quando aquilo era ainda colónia portuguesa e reparei, com muita mágoa, que, tirando alguns funcionários de repartições portuguesas muito poucos entendiam o português. Nem sequer os taxistas falavam a língua lusitana. Agora, sem a presença de portugueses lá, muito pior será. Mas valerá a pena tentar…

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