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Macau pode ser centro irradiador da Língua Portuguesa na Ásia

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 16 de Abril de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Diogo Cavaleiro
Do Jornal de Negócios (Lisboa, Portugal)
12 de abril de 2013

O professor Ming Chan e o presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, concordam que Macau pode ser centro irradiador da Língua Portuguesa para a Ásia. 

O professor Ming Chan e o presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, concordam que Macau pode ser centro irradiador da Língua Portuguesa para a Ásia.
 

:::  Macau pode ser um centro de ensino da Língua e cultura portuguesas na Ásia. Para atrair os povos da Ásia à Língua Portuguesa, o turismo de portugueses pode ser intensificado no antigo território ultramarino de Portugal – atual Região Administrativa Especial da China. São duas ideias para a rota de Portugal no Oriente, lançadas em uma conferência promovida pelo presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva.  :::

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Portugal devia apostar no Ensino de Português em Macau. Não só para lusodescendentes mas para todos os habitantes da região da Ásia e do Pacífico. O objetivo será fazer da antiga colónia de Portugal um centro de ensino da Língua e cultura nacionais à escala regional.

Esta foi uma das ideias discutidas na conferência Portugal na Balança da Europa e do Mundo, que se realizou na Fundação Champalimaud [em Lisboa], sob a organização da Presidência da República Portuguesa. Neste caso, a ideia é de Pedro Catarino, embaixador em Washington e em Pequim, que esteve integrado no grupo de ligação conjunto sobre o futuro de Macau.

A concepção de que o ensino pode ser valorizado não é exclusiva de Pedro Catarino. Ming K. Chan, professor de um Centro de Estudos da Ásia na Universidade Stanford [Califórnia, Estados Unidos da América], acredita que atrair “ativamente” asiáticos para se inscreverem em cursos de Língua Portuguesa e ações de formação é uma forma de aproveitar as oportunidades que Portugal tem na Ásia. Outra hipótese é a promoção do turismo de forma intensa, no sentido de atrair visitantes asiáticos.

Na opinião de Chan, “a desvinculação de Portugal das responsabilidades administrativas de Macau não deveria ser uma memória histórica, mas deveria tornar-se no ponto de partida para o restabelecimento de uma relação privilegiada com a Ásia”. Porque Portugal facilita a ligação da Ásia, nomeadamente China, a mercados como Angola e Brasil, acrescentou.

“Há extraordinárias potencialidades; é preciso iniciativa e esforço”, comentou por sua vez Pedro Catarino, acrescentando que uma coisa é a história de ligação entre os dois povos – portugueses e macaenses –, que ficou no passado, outra é a do futuro. “O que a história pode é potenciar a relevância [que esta relação já teve]. Este é o desafio do presente”, disse.

Portugal tem “bons trunfos” para aproveitar as oportunidades que se abrem no Oriente, em especial na China, sintetizou o general Vasco Rocha Vieira [último governador de Macau sob administração portuguesa, de 1991 a 1999], moderador deste painel sobre a rota de Portugal, seus desafios e potencialidades no Oriente.  :::

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CAVALEIRO, Diogo. Macau pode ser centro de dinamização de Portugal na Ásia.
Extraído do Jornal de Negócios – Lisboa, Portugal.
Publicado em: 12 abr. 2013.

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