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Márcia Schmaltz: Língua Portuguesa em Macau é caminho para um “futuro mais promissor”

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade on 15 de Abril de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , , , , ,

Helder Almeida
Do Jornal Tribuna de Macau (Macau, China)
8 de abril de 2013

Márcia Schmaltz: “Macau se tornará uma referência no Ensino da Língua Portuguesa, uma referência da tradução de chinês e de português. Esse título não pode ser retirado de Macau; seria lamentável se isso acontecesse.”
 

Docente na Universidade de Macau (UM), Márcia Schmaltz é uma otimista. Consciente das dificuldades, a académica acredita, no entanto, que estão a ser construídas as condições para a RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] se tornar uma referência internacional ao nível da tradução em português e chinês. E os profissionais que forem formados nesta área poderão ser “o cartão de visita” da cidade. Por outro lado, considera que seria um “golaço” se a UM conseguisse captar alunos lusófonos para os cursos de tradução, atualmente compostos a 100% dos estudantes chineses.

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:::   Tem havido um interesse crescente da parte chinesa na Língua Portuguesa, pelo menos ao nível do discurso político. Nota uma subida efetiva do interesse pelo português?   :::
Márcia Schmaltz – Sim. Não é mais um discurso político: existe um plano de ação concreto, assinado entre os países e saltam aos olhos as iniciativas que estão acontecendo: o Instituto Confúcio abrindo em toda a parte; também uma massa de alunos fazendo cursos em Pequim ou noutras regiões da China…

:::  Mas aqui em Macau, concretamente?  :::
MS – Pequim, Macau. Tivemos um grupo grande de professores do Instituto Confúcio que foram formados na Universidade de Macau (UM) e foram enviados para os países de Língua Portuguesa – nomeadamente Portugal e Brasil. Angola e Moçambique têm megaprojetos de investimentos chineses, isso já é uma realidade.

:::  Concretamente em Macau, porque há sempre aquele discurso da plataforma e da ligação entre o Ocidente e o Oriente… A cidade tem de facto condições para se tornar um centro difusor da Língua Portuguesa para a Ásia ou pelo menos para a China, como alguns têm defendido?  :::
MS – Isso é o que se está trabalhando. Nós queremos chegar lá, e acho que várias ações estão sendo feitas. Há uma grande procura por alunos, temos melhores condições, e podemos selecionar alunos melhores. Agora com a mudança para o novo câmpus [na Ilha da Montanha], vamos dispor de mais espaço para recepcionar mais alunos chineses. Mas penso que temos uma outra vocação: o ensino da língua chinesa para falantes de português. Seria um “golaço” nosso. Também temos condições para fazer esse treinamento especialmente ao nível de pós-graduação.

:::  Não há nada neste momento a esse nível?  :::
MS – Nós temos um mestrado em Estudos da Tradução na UM. Mas os nossos alunos são 100% chineses e o curso é para ambas as direções, de chinês para português e de português para chinês. Tem disciplinas de tradução jurídica, tradução de legendas, questões interculturais, literárias, mas os nossos alunos são 100% chineses. Ainda estamos a tentar atrair alunos de Língua Portuguesa. Mas também acho que não é uma questão de atrair, mas talvez tenhamos que esperar que os alunos dos países de Língua Portuguesa se formem para então eles virem a frequentar o nosso curso de mestrado.

:::  Estou a focar a questão de Macau estar a caminhar para se tornar o tal centro difusor da Língua Portuguesa. Estão a ser criadas ou há condições de facto para que isso aconteça?  :::
MS – Sim, nós temos todas as condições. As condições técnicas já estão criadas. Temos professores – na Universidade de Macau somos mais de 30 –, talvez haja mais uma dezena no Instituto Politécnico de Macau, temos o Instituto Português do Oriente, a Universidade de Ciência e Tecnologia. Agora a UM, que tinha um problema de limitação física, vai-se mudar para a Ilha da Montanha e haverá mais área para alojar esses alunos, mais salas de aula. Professores nós temos. Então, é uma questão de fazermos uma boa divulgação, de trabalhar para captar esses alunos. Talvez tenhamos de fazer mais visitas ao Continente.

:::  O objetivo é também captar mais alunos do Continente?  :::
MS – Também. Agora temos o curso de Verão. Tem que se trabalhar, talvez, a questão da publicidade e marketing [técnicas de mercado]. Mas eu sei que alguma coisa nesse sentido está sendo feita, mas no caso da UM, por termos uma limitação de espaço, que agora não será mais, poderemos ter uma política mais agressiva de atração dos alunos. Mas inicialmente, todos os anos, nós selecionamos 60 candidatos, na licenciatura.

“Os alunos de português têm maior contato com a Língua. São pessoas que estão decididas a aprender o português, ou são incentivados pelos seus pais de que essa aprendizagem é estratégica.”

:::  É um bom número?  :::
MS – É um número considerável. Nós também temos de estar de acordo com o mercado. A gente há uma procura. Não selecionamos todos, mas, das 200 ou 300 entrevistas que realizamos, escolhemos 60 [alunos].

:::  Essa procura crescente tem sido sentida na UM?  :::
MS – Claro. Há uma crescente procura, porque a China está num processo de internacionalização, indo para os mercados de expressão portuguesa, e então precisa muito de intérpretes.

:::  E nota-se mais a procura de alunos do Continente ou de Macau?  :::
MS – Ambos, para fins diversos. Os nossos alunos de Macau é mais para trabalharem na função pública, enquanto os do Continente são para trabalhar no mercado privado ou mesmo junto ao Governo, ou junto a várias dessas entidades estatais chinesas. Então, é um mercado muito amplo, muito dinâmico, tem várias possibilidades de atuação. Muitas vezes os licenciados começam na carreira como tradutores e intérpretes e depois vão exercer cargos de gerência ou cargos administrativos. Outros se tornam homens ou mulheres de negócios. Há bastante dinâmica, o português como início para algo melhor, ou para um futuro mais promissor.

:::  Qual é a qualidade dos tradutores formados em Macau?  :::
MS – A cada ano, está a tornar-se cada vez melhor por vários motivos. Um é que temos melhor acesso às tecnologias que vieram melhorar o ensino. Os alunos de português têm maior contato com a Língua. Não existe mais a desculpa em relação ao acesso aos materiais. Está tudo na Internet, dá para fazer muita coisa. Fora isso, com o aumento da procura, e também com essa efervescência da China com os países de Língua Portuguesa, outros pais começaram a ver a aprendizagem do português como algo estratégico. O nível intelectual dos alunos também aumentou bastante; não são apenas aqueles que queriam fazer outra coisa e então foram fazer um curso de português… Não, são pessoas que estão decididas a aprender o português, ou são incentivados pelos seus pais de que essa aprendizagem é estratégica. Em termos de professores, o nível também melhorou.

:::  Macau pode ser de facto um ponto estratégico na aprendizagem do chinês e do português?  :::
MS – Penso que sim. Por exemplo, podemos ver as ações feitas no âmbito do Fórum Macau que está fazendo diversos cursos, em vários assuntos, e trazem os técnicos ou cursistas de expressão lusófona para aqui debaterem determinado assunto. Trazem especialistas chineses para darem cursos, que é mediado por intérpretes, tradutores. Houve o [Festival Literário] Rota das Letras. E o intérprete é como o jogador de futebol: precisa de treinamento para se tornar cada vez melhor. Não se pode esperar que um intérprete-tradutor que saia da sala de aula recém-formado vá fazer algo extraordinário. Então, quanto mais eventos houver…

“Quatro anos é insuficiente para aprender [a Língua Portuguesa]. Deveria já ter no Ensino Secundário. Ao menos, deviam oferecer como opcional. Assim como a Escola Portuguesa já tem o chinês, as escolas chinesas também deveriam ter o português.”

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:::  Ainda se sente uma falta de tradutores?  :::
MS – O que falta aqui são profissionais liberais. Porque os Serviços de Administração e Função Pública têm tradutores e intérpretes, a Assembleia Legislativa tem, todos os departamentos têm. Agora, se for fazer um evento, talvez não encontre um tradutor ou um intérprete. Mas a tradução é um processo de formação e nós estamos a trabalhar para o futuro. Fazer o treinamento nos eventos que existem para a tradução e interpretação vai atrair mais alunos e, por isso, vai haver profissionais melhores. Melhores profissionais que formemos serão o nosso cartão de visita, e assim muito provavelmente Macau se tornará uma referência no Ensino da Língua Portuguesa, uma referência da tradução de chinês e de português. Esse título não pode ser retirado de Macau; seria lamentável se isso acontecesse.

:::  Acredita que Macau tem esse título?  :::
MS – Eu mesmo vim para cá porque não havia outro lugar no mundo.

:::  E Pequim?  :::
MS – Pequim não é. Pequim só tem ensino de chinês ou Ensino de Português. Duas coisas separadas, dentro daquele departamento que muitas vezes nem é Departamento de Português e está junto ao Departamento de Espanhol. Fica num núcleo fechado, não há professores com alta qualificação. Não quero dizer que os professores sejam desqualificados. Mas não é assim como a UM, que tem professores-doutores, professores assistentes, enfim, pessoas com formação. Aqui reúne-se um grupo de acadêmicos que dedicam a sua vida a isto. Penso que Macau é muito mais promissor que outros lugares. Mas Macau é o único lugar do mundo que tem chinês e português como Língua oficial, até pelo menos 2049. É uma questão de aposta e de todos não perderam de vista que estamos em processo de formação. A tradução e interpretação terá problemas nesse período, mas o que vejo nesses últimos cinco anos é que só tem vindo a melhorar. Não estamos a fazer marcha à ré.

:::  Uma questão que não tem sido consensual: o português devia ser uma Língua de aprendizagem obrigatória nas escolas básicas de Macau? Teria algum efeito positivo?  :::
MS – Eu acho que deveria ser, uma vez que, se é oficial, todos se deveriam apropriar da Língua oficial, como acontece na Bélgica, no Canadá, na Holanda. Todos têm que ter de aprender as várias línguas. Claro que os francófonos falam o seu francês e os anglófonos o seu inglês, mas uns sabem das línguas dos outros. Quantos mais línguas se souber, melhor! Acho que seria positivo, mas também acho que não pode ser imposto: a comunidade tem que entrar em consenso, tem que ter essa maturidade. Muitos pais aqui em Macau têm achado, e já vi discussão nos jornais, também nos chineses, de que seria interessante voltar ao Ensino do Português no segundo grau, porque quatro anos é insuficiente para aprender. Começar o português no primeiro ano, já com 18 anos, é uma estupidez: deveria já ter no Ensino Secundário. Ao menos, deviam oferecer como opcional. Assim como a Escola Portuguesa já tem o chinês, as escolas chinesas também deveriam ter o português. E parece que nalgumas há essa opção. Nas entrevistas com os alunos, alguns aprenderam português assim.

“Penso que Macau é muito mais promissor que outros lugares. Mas Macau é o único lugar do mundo que tem chinês e português como Língua oficial. É uma questão de aposta e de todos não perderem de vista que estamos em processo de formação.”

:::  Que balanço faz enquanto académica ligada à tradução destes anos aqui na RAEM?  :::
MS – Tive anos bastante felizes em Macau. A cidade, em certos aspectos, melhorou muito, tem mais oferta de programas culturais, apesar do aumento dos cassinos. Em termos acadêmicos, estou muito satisfeita com a UM. Acho que é uma universidade, em relação à minha profissão, que a cada ano tem melhorado muito as condições em termos de recursos para a investigação científica. O número de alunos vem aumentando, a qualidade, em função de uma conjuntura internacional, há uma maior procura dos alunos, e os níveis destes também melhoraram. Estou bastante otimista e satisfeita com o estado das coisas aqui em Macau.

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:::  Que projetos tem ainda para concretizar?  :::
MS – O meu grande desafio agora é acabar o doutorado. Acabar essa tese que está relacionada com os estudos processuais da tradução, e com isso poderei traduzir mais livros. O que eu gosto é de realizar tradução e gostaria de ter mais tempo, depois da conclusão do doutorado, de me dedicar mais tempo à tradução.

:::  Ouve-se já chineses a falar português com sotaque do Brasil. É reflexo de uma maior aposta do Brasil no ensino da Língua? Podemos esperar no futuro mais chineses a falar português desta forma?  :::
MS – Particularmente não gosto muito de separar os sotaques portugueses. É uma coisa que, volta e meia, é recorrente e é uma questão de princípio e naquilo que eu acredito de manter uma coerência. Acredito que, apesar de haver diferenças e sotaque, a Língua Portuguesa é uma só. Eu mesma até chegar a Macau falava a Língua Portuguesa e nunca pensei que falasse uma variante brasileira. Há esse tipo de discurso, até em outras rodas que frequento, por exemplo na UM, que temos as duas variantes. Para mim, não é a questão. Talvez até porque eu seja sulista ou porque no Brasil temos tantos falares que essa questão quando se fala talvez seja algo bastante sensível, porque no próprio Brasil há uma disputa de sotaque. É que eu tenho um sotaque fortíssimo do sul do Brasil. Tem uma universidade aqui que diz que ensina só português de Portugal, que é puro e soa como tal. Eu não acho positivo. Nós todos falamos português; temos de trabalhar em prol do português e não haver divisões.

:::  A nível académico, há essa discussão?  :::
MS – Há muito, há essas colocações, do mau português, qual o português melhor, enfim, é uma discussão mais rasa. Nós deveríamos buscar era que os alunos falassem. As pessoas falarem português já é um grande ganho porque o nosso principal dilema é o inglês. Se ficamos nessa divisão, acabamos por dando a margem para que vão aprender inglês.

:::  É favorável ao Acordo Ortográfico, cuja implementação foi adiada no Brasil?  :::
MS – Sou favorável. Acho que já é uma realidade tendo em vista que apesar desses burburinhos, de vozes contra, o que está acontecendo é que os livros escolares já o adotaram. O Brasil voltou atrás, mas o que ocorre é que os livros escolares estão todos impressos. E em Portugal, que eu saiba, os livros também já saíram com o novo Acordo. Estamos discutindo uma coisa que já está sendo executada, que essa nova geração vai escrever um português. Falar não vai, porque o português falado vai continuar do jeito como as pessoas o utilizam. Mas em termos de escrita ele de facto vai mudar.

:::  A mensagem agora passada pelo Brasil foi de indecisão…  :::
MS – Mas os livros didáticos continuam saindo.

A Região Administrativa Especial de Macau localiza-se na margem ocidental da Riviera das Pérolas e foi criada em 1999 no antigo território português no sul da China.

:::  Quais são as vantagens do Acordo?  :::
MS – As vantagens é que dirime as diferenças entre os portugueses. A intenção do pessoal da Academia seria que houvesse um Acordo para que se tornasse um português mais homogêneo. Talvez o processo não tenha sido tão democrático como deveria ter sido, porque os governos escolheram a dedo os acadêmicos. Não estou a questionar a sua sapiência, mas toda a gente se sente proprietária da Língua, não há algo mais democrático do que a Língua.

:::  Em Macau, ainda se ensina segundo a norma antiga?  :::
MS – Na Escola Portuguesa estão utilizando os novos livros didáticos; agora na UM o que nós estamos praticando é ensinar o português como ele sempre foi, anterior ao Acordo. Mas estamos alertando, porque estamos a preparar os alunos para o mercado, que não tem de ser necessariamente Macau, e Macau não aderiu ao Acordo e isso é um problema, mas os nossos alunos não trabalham só em Macau. Temos alunos, muitos alunos, que vão trabalhar noutros lugares; sendo tradutor, intérprete ou usuário, alguém formado em português, ele tem de saber. Então, temos esta prática, de termos que ensinar o Acordo para eles terem consciência dessas mudanças como um profissional das letras. Damos as duas versões.

:::  É possível transformar o português numa Língua de negócios internacional?  :::
MS – Nós não conseguimos nem entrar em acordos sobre o Acordo Ortográfico. Eu acho difícil, desafiador, chegar a esse português de negócios.

:::  Falta uma estratégia ao nível da Lusofonia?  :::
MS – Com certeza, há falta disso. Acho que entre os países ainda há diferenças políticas, tem muito a ser trabalhado. Alguns países vão ter de abrir mão de algumas coisas, vão ter de trabalhar junto da opinião pública. É um trabalho muito complexo porque Língua é cultura, Língua é nacionalidade. Os políticos vão ter de trabalhar, mas de forma democrática e não como foi o Acordo Ortográfico, de cima para baixo.  :::

Márcia Schmaltz está desde 2008 na Universidade de Macau: “Eu me identifiquei nessa terra e pretendo colaborar. Não é só cassinos, tem uma resistência cultural. Acredito em Macau.”
 

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–– “Eu me identifiquei nessa terra e pretendo colaborar” ––
Márcia Schmaltz nasceu em Porto Alegre, no sul do Brasil, mas aos seis anos foi viver para Taiwan com a mãe. Durante seis anos viveu e estudou na Formosa e lá andou desde o jardim de infância até ao 5º. ano, regressando depois ao Brasil. Aprendeu então a falar mandarim, língua que domina. “A não ser a minha mãe, toda a gente falava chinês. Naquela altura [década de 1970] não havia ainda essa unificação [linguística] e os meus coleguinhas não falavam mandarim também. Todos falavam os seus dialetos; então estava todo o mundo aprendendo a falar mandarim junto. Eu não estava muito atrás deles, apenas falava um outro dialeto”, recorda.

Na década de 1990, já no Brasil, começou a trabalhar como tradutora-intérprete, no Governo do Rio Grande do Sul, depois no Governo Federal e outros Governos estatais. Em 2005, já mestre, foi como leitora para a Universidade de Pequim, para fazer o doutorado em tradução de chinês e português, mas logo descobriu que não era possível porque não havia doutores para lhe dar o acompanhamento necessário. “Macau era o único lugar do mundo onde seria possível o estudo dessa Língua a par e assim vim para cá, no início de 2008. Fui logo para a UM e fui admitida ao doutoramento em 2009.”

Por enquanto, o objetivo é concluir o doutoramento, mas Márcia Schmaltz já vê mais além. “Me identifiquei nessa terra e pretendo colaborar. Quero contribuir, quero ser agente nesse processo. Acredito em Macau e me senti acolhida nessa terra. Tem um bom ambiente de trabalho e não é só casinos, tem uma resistência cultural.”  :::

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ALMEIDA, Helder. Língua Portuguesa já é vista como caminho para um “futuro mais promissor”.
(Entrevista a Márcia Schmaltz)
Extraído do Jornal Tribuna de Macau – Macau, China.
Publicado em: 08 abr. 2013.

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