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O Acordo acordado: o sucesso de uma missão (I) – Lúcia Vaz Pedro

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 12 de Abril de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

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A escritora e professora Lúcia Vaz Pedro, é natural de Vila Nova de Gaia, onde é uma das principais defensoras e divulgadoras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa assinado em Lisboa em dezembro de 1990. Ela assina coluna semanal sobre Língua Portuguesa no Jornal de Notícias, do Porto – a coluna Português Atual –, na qual recentemente manifestou o sucesso internacional do Acordo de unificação ortográfica da Língua Portuguesa.

Para Lúcia Vaz Pedro, “falar e escrever em português prefigura o surgimento de uma pátria cultural portuguesa, quem sabe, aquela a que Fernando Pessoa [1888-1935] apelidou de Quinto Império.”

Ventos da Lusofonia publica uma série de dois artigos da escritora e professora Lúcia Vaz Pedro sobre o reconhecimento e a importância internacional do Acordo Ortográfico de 1990.

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–– O Acordo acordado: o sucesso de uma missão (I) ––

Lúcia Vaz Pedro
do Jornal de Notícias (Porto, Portugal)
24 de março de 2013

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Segundo Vergílio Ferreira [1916-1996] (inJornal de Letras“), “o português é uma Língua cujo centro está em toda a parte, ou seja, em nenhuma”.

Ora, urge não esquecer que, até ao final do século XXI, os oito países falantes de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) terão uma população de 350 milhões de pessoas, isto é, seremos mais 100 milhões do que os atuais cerca de 250 milhões (dos quais mais de 190 milhões são brasileiros).

Partindo desta perspetiva, talvez consigamos compreender o “potencial económico” da Língua Portuguesa e todo o interesse mundial à volta da sua aprendizagem.

Por isso, não se entende as confusões, quando se fala da sua ratificação. Na verdade, o Acordo Ortográfico é uma realidade e, no que se refere ao Brasil, houve, apenas, um adiamento da sua aplicação obrigatória. Ou seja, em 2016, Portugal e Brasil estarão em sintonia, quanto à obrigatoriedade do seu uso.

Esse fator, note-se, nunca comprometeu a ratificação, uma vez que o AO está decretado e é seguido maioritariamente na sociedade brasileira e até em Portugal, como se pode ler no site [sítio] da CPLP: “O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já está em vigor em alguns dos Estados-membros da CPLP.

Aguarda-se a sua ratificação pelos demais países para garantir a expansão da Língua nos seus factores extralinguísticos, consolidando o discurso científico que produz, as expressões cultural e artística que cria, as relações económicas que veicula e as suas demais dimensões, como a promoção no cenário internacional”.

É, pois, lamentável que se ouçam vozes gloriosas de patriotismo que proclamam a independência da nossa Língua, como se ela fosse um bem exclusivo do povo português.

A identidade de um povo não se perde, apenas se espalha, tal como aconteceu na época dos Descobrimentos.

Falar e escrever em português prefigura o surgimento de uma pátria cultural portuguesa, quem sabe, aquela a que Fernando Pessoa apelidou de Quinto Império.  :::

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PEDRO, Lúcia Vaz. O Acordo acordado: o sucesso de uma missão (I).
Extraído do Jornal de Notícias – seção DossiêsPortuguês Atual.
Porto, Portugal.
Publicado em: 24 mar. 2013.

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–– A matéria continua no próximo artigo. ––

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