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Ramos-Horta e Murargy: solidariedade internacional à Guiné-Bissau

In O Mundo de Língua Portuguesa on 2 de Abril de 2013 by ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Lusa e da RFI (França)
28 de março de 2013

José Ramos-Horta apelou ao governo de facto guineense para que se normalizem as relações com a CPLP.

José Ramos-Horta apelou ao governo de facto guineense para que se normalizem as relações com a CPLP.

O representante do Secretariado-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, ex-presidente de Timor-Leste, apelou à comunidade internacional para aumentar a assistência humanitária à Guiné Bissau e defendeu a normalização das relações com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em entrevista à rádio francesa RFI, Ramos-Horta disse não existir fome no país, mas sim subnutrição. A declaração foi uma reação ao anúncio do Programa Alimentar Mundial de estar com dificuldades financeiras para transportar alimentos para acudir 300 mil pessoas necessitadas.

O ex-presidente timorense disse também que as autoridades do país africano deviam aproveitar a visita do secretário-executivo da CPLP, o diplomata moçambicano Murade Isaac Murargy – que veio a Bissau a convite de Ramos-Horta – para normalizarem as relações com o bloco lusófono.

Um golpe militar ocorrido em 12 de abril de 2012 depôs o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o presidente interino Raimundo Pereira. Em maio, com o apoio da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Manuel Serifo Nhamadjo, assumiu a presidência do país. Desde então, têm sido tensas as relações entre o governo guineense de facto e a CPLP.

–– Murargy: “A CPLP nunca esteve ausente da Guiné-Bissau” ––

Murargy: "Tudo que nós fizermos é para apoiar os guineenses a encontrar a sua paz, a sua estabilidade".

Murargy: “Tudo que nós fizermos é para apoiar os guineenses a encontrar a sua paz, a sua estabilidade”.

Murade Isaac Murargy chegou no dia 25 de março a Bissau e constatou a ausência do país do presidente de transição, Serifo Nhamadjo, em tratamento médico no exterior. O diplomata moçambicano reuniu-se com o primeiro-ministro de transição, Rui Duarte Barros.

Murargy declarou à imprensa em Bissau que, no entendimento da CPLP, “os guineenses querem a paz”.

“Em primeiro lugar, tem de haver uma boa vontade entre as partes. Estou convencido de que sim, de que os guineenses querem a paz, e por isso tudo que nós fizermos é para apoiar os guineenses a encontrar a sua paz, a sua estabilidade. Eu acredito que há uma boa vontade da parte de todos os guineenses. Se eles encontrarem uma plataforma de entendimento sem exclusão de ninguém, eu creio que posso sair daqui com expectativa de que a missão foi cumprida”, observou Murargy.

“Apenas por questões de ordem de estratégia, eu queria conhecer mais de perto a situação. A CPLP nunca esteve ausente da situação da Guiné-Bissau”, declarou Murargy, defendendo que o governo de facto permita a participação da sociedade guineense para a realização em breve de novas eleições, até dezembro deste ano.

Da capital guineense, o secretário-executivo Murargy viajou para visita oficial a Cabo Verde, em 1 de abril, onde se reune com o presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

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Clique aqui para ouvir as entrevistas de José Ramos-Horta e de Murade Isaac Murargy em Bissau à rádio RFI.

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–– Extraído da Agência Lusa e da RFI (França) ––

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Leia também:
A situação da Guiné-Bissau após o golpe de abril – 21 de julho de 2012

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