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Professores devem preparar-se para alunos que não têm Português como Língua Materna

In Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade on 7 de Fevereiro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
6 de fevereiro de 2013

A cidade de Viseu sediará uma tertúlia sobre o papel das escolas portuguesas para os alunos que não têm Português Língua Materna.
 

A importância de ensinar aos futuros professores como lidar com alunos oriundos dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) ou dos países da Europa de Leste que não têm o português como Língua materna vai ser defendida na quinta-feira, durante uma tertúlia, em Viseu.

“Essas crianças que vêm de países onde o português não é a língua oficial ou não é a língua que habitualmente usam estão cada vez mais presentes na escola portuguesa”, disse à Agência Lusa Isabel Aires de Matos, que quinta-feira à noite participa na tertúlia sobre Lusofonia e a Escola Portuguesa.

Isabel Aires de Matos, da Escola Superior de Educação de Viseu.

Isabel Aires de Matos leciona a disciplina de Português Língua Não Materna na Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV), obrigatória para os futuros professores.

Na sua opinião, “os professores têm de ter algum tipo de preparação para saber lidar” com estas crianças, porque muitas delas “nem sequer compreendem o que os professores lhes dizem” durante as aulas.

“Mesmo que venham de países lusófonos, a esmagadora maioria das crianças não fala português em casa. São alunos que, na escola portuguesa, estão sempre em grande dificuldade, porque não dominam o português”, sublinhou.

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Na região de Viseu, estes alunos são sobretudo oriundos de países de Leste, como a Ucrânia, a Rússia, a Roménia e a Bulgária. Já em Lisboa e Setúbal, por exemplo, predominam os alunos com raízes nos PALOP, nomeadamente cabo-verdianos, angolanos e guineenses, explicou.

A docente contou que, “durante muito tempo, a escola portuguesa não esteve atenta” a esta situação.

“A partir de 2005, o Ministério da Educação começou a dar-lhe atenção e saiu alguma legislação e textos de apoio para integrar estes alunos”, contou, acrescentando que, no âmbito de uma reestruturação curricular, propôs a criação da disciplina Português Língua Não Materna na ESEV.

Isabel Aires de Matos dá também formação contínua sobre esta matéria a professores que estão há muito tempo no terreno e sentem essa necessidade.

E, nos tempos atuais, com muitos professores a optarem por ir lecionar nos PALOP, considera que estes “devem estar convictos da realidade, porque a maioria dos alunos que vão encontrar não fala português”.

A tertúlia é organizada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, de Viseu, que quer promover uma reflexão que tem como pontos de partida “a Lusofonia como espaço de expressão da Língua Portuguesa e a escola como local privilegiado de aprendizagem”.  :::

Tertúlia – Lusofonia e a Escola Portuguesa,
No dia 7 de fevereiro, quinta-feira, às 21 horas, na Sala Multiusos do Instituto Português do Desporto e da Juventude, de Viseu
Rua Doutor Aristides Sousa Mendes, 3500-033 – Viseu

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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