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CPLP: Murargy visita a Guiné Equatorial

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 3 de Fevereiro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

A visita do secretário-executivo da CPLP à Guiné Equatorial visa avaliar o cumprimento dos requisitos para a adesão do país africano à Comunidade lusófona.
 

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o embaixador Murade Isaac Murargy, está em visita à Guiné Equatorial para acompanhar de perto o plano de implementação da Língua Portuguesa nas escolas do país africano.

A visita também tem o objetivo de avaliar o grau de cumprimento dos requisitos necessários para a adesão do país – governado desde 1979 pelo presidente Teodoro Obiang Mbasogo – à Comunidade lusófona.

Ventos da Lusofonia reproduz a seguir três reportagens sobre o plano do governo de Malabo para a adesão à CPLP e para a introdução da Língua Portuguesa nas escolas da Guiné Equatorial.

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–– Secretário-executivo da CPLP avalia plano de adesão de Malabo ao organismo ––

Do jornal El Confidencial (Madri, Espanha)
1 de fevereiro de 2013

O secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, foi recebido na Guiné Equatorial pelo primeiro-ministro Vicente Ehate Tomi. 

O secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, foi recebido na Guiné Equatorial pelo primeiro-ministro Vicente Ehate Tomi.
 

O novo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Isaac Miguigy Murargy, está na Guiné Equatorial para verificar o cumprimento das recomendações para a adesão de Malabo ao dito organismo.

O Escritório de Informação e Imprensa da Guiné Equatorial afirmou hoje [dia 1 de fevereiro] em seu sítio na Internet que o primeiro-ministro da Guiné Equatorial, Vicente Ehate Tomi, e o secretário-executivo Murargy se reuniram para “verificar o cumprimento das condições para que a Guiné Equatorial possa aderir à Comunidade”.

Murargy, em breves observações, adiantou que “não há nenhum problema para a adesão da Guiné Equatorial”, apesar de reconhecer a existência de “pequenos detalhes que faltam para completar o processo da integração. A Guiné Equatorial está em condições para aderir à CPLP.”

Em julho passado, Portugal manifestou a sua oposição ao ingresso da Guiné Equatorial na Comunidade dos países lusófonos devido à falta de respeito aos direitos humanos na antiga colónia espanhola.

O presidente do Governo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, anunciou em julho a criação de uma Comissão Nacional com o objetivo de acelerar a integração do país ao grupo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em julho de 2010, Obiang promulgou o decreto que estabeleceu o português como terceira Língua oficial da Guiné Equatorial porque “contribuiria para o incremento da cooperação no contexto afro-ibérico e luso-hispânico de nações”.

Obiang justificou a decisão porque “a Língua é o veículo e o vínculo de comunicação que une os povos desde o início da independência dos Estados”.

Duas ilhas que integram a Guiné Equatorial (Fernando Pó – atual Bioko – e Annobón) fizeram parte do Império Português durante séculos e foram cedidas à Espanha em 1778.

A CPLP reúne cinco Estados africanos – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, bem como Portugal, o Brasil e o Timor Leste.  :::

(Tradução de Ronaldo Santos Soares)

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Secretario ejecutivo CPLP evalúa el plan de adhesión de Malabo al organismo.
Do jornal El Confidencial – Madri, Espanha.
Publicado em: 01 fev. 2013.

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–– CPLP: Guiné Equatorial “está a progredir” e deve sair do “isolamento” ––

Da RTP (Portugal)
1 de fevereiro de 2013

O presidente Teodoro Obiang –que governa a Guiné Equatorial desde 1979– emitiu decreto tornando o português Língua oficial do país, ao lado do espanhol e do francês.
 

:::  O plano de ação para uma futura adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa “está a progredir”, refere o secretário-executivo da organização, defendendo que o país deve sair do “isolamento”.  :::

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Em declarações à Agência Lusa a partir de Malabo, a capital equato-guineense, Murade Murargy – que está na Guiné Equatorial desde quinta-feira, a convite do presidente Teodoro Obiang – recordou que o processo de adesão do país africano “tem várias etapas”.

A Guiné Equatorial tem demonstrado “uma abertura grande” e a “progressão” está a acontecer “a todos os níveis”, sublinhou.

Destacando que ainda não há “uma opinião final” da CPLP sobre a adesão da Guiné Equatorial, assunto que tem sido adiado Cimeira após Cimeira, Murade Murargy observou “evolução” no terreno.

“Há um desenvolvimento económico visível, estão a ser construídas casas sociais, a Cruz Vermelha já está no país”, enumerou, reconhecendo, por outro lado, que “tem todas as dificuldades semelhantes a qualquer outro país africano”.

A Guiné Equatorial revela “uma abertura grande”, descreve. “É um país que tem de ser apoiado; não pode ficar no isolamento em que está”, defende.

Murade Murargy realçou que a visita em curso a Malabo não é uma “inspeção”, mas uma viagem a convite para “ver com os próprios olhos”, durante a qual se vai encontrar com o presidente Obiang, na segunda-feira, com o primeiro-ministro e com os ministros dos Negócios Estrangeiros, da Educação e da Comunicação.

Além disso, tem conversado “com pessoas na rua, em encontros não programados”.

O anterior secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, efetuou quatro visitas à Guiné Equatorial. “Nunca estive em nenhum país que tivesse registado mudanças físicas tão assinaláveis em tão curto espaço de tempo”, destacou, em entrevista à Lusa, no final do seu mandato, em julho de 2012.

A Guiné Equatorial – país liderado por Teodoro Obiang desde 1979 e considerado um dos regimes mais fechados do mundo por organizações de direitos humanos – tem estatuto de país observador na CPLP desde 2006, mas o processo de adesão tem sido adiado, devendo voltar a ser discutido na próxima Cimeira da organização lusófona, em Díli, capital de Timor-Leste, em 2014.

Na última Cimeira de chefes de Estado e de governo da CPLP, a 20 de julho de 2012, a adesão plena da Guiné Equatorial foi de novo adiada e, ao contrário do que tinha acontecido dois anos antes, não foi fixado qualquer prazo para voltar a debater o assunto.  :::

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Guiné Equatorial “está a progredir” e deve sair do “isolamento” – CPLP.
Extraído da RTP Notícias – seção Mundo (Portugal).
Publicado em: 01 fev. 2013.

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–– Ministra da Educação da Guiné Equatorial recebe secretário-executivo da CPLP ––

Sarilusi Tarifa King
do Escritório de Informação e Imprensa da Guiné Equatorial
2 de fevereiro de 2013

A ministra da Educação, María del Carmen Ekoro, apresentou a Murade Murargy o plano de implementação da Língua Portuguesa nas escolas da Guiné Equatorial.
 

:::  María del Carmen Ekoro e Murade Isaac Miguigy Murargy reuniram-se na última quinta-feira 31, para discutir a implementação da Língua Portuguesa no sistema educacional da Guiné Equatorial.  :::

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A ministra da Educação e Ciências, María del Carmen Ekoro, recebeu em seu gabinete o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Isaac Miguigy Murargy, para discutir a implementação da Língua Portuguesa nos centros educacionais de nosso país.

Na audiência, acompanhavam a ministra o reitor magnífico da Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE), Carlos Nsé Suga; o secretário-geral do Ministério da Educação, Miguel Esono Mansogo e os diretores do Planeamento Educacional e da Educação Primária.

Murade Isaac estava acompanhado da embaixadora encarregada da Lusofonia, Isabel Oyana Ayomo e de um conselheiro político, que mostraram à ministra a sua disposição de cooperar na proposta apresentada ao Governo sobre as aulas de português nos centros educacionais.

Depois de ouvir as palavras do secretário-executivo da CPLP, Ekoro respondeu-lhe que “o plano de ação para a implementação da Língua Portuguesa já foi elaborado e contém 17 atividades. Estamos apenas esperando alguns detalhes para que se possa colocá-lo em prática.”

Prevê-se também que, no começo, as aulas sejam ministradas a crianças das escolas primárias, possivelmente por professores da CPLP.  :::

(Tradução de Ronaldo Santos Soares)

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KING, Sarilusi Tarifa. La Ministra de Educación recibe al Secretario de la CPLP.
Extraído do Escritório de Informação e Imprensa da Guiné Equatorial.
Publicado em: 02 fev. 2013.

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