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Ramos-Horta: espaço lusófono precisa de televisão “igual à Al-Jazira”

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 15 de Janeiro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

Do Diário Digital (Lisboa, Portugal)
7 de janeiro de 2013

O ex-presidente timorense José Ramos-Horta defende um canal televisivo de informação internacional da CPLP ou “uma televisão portuguesa mais criativa”.
 

O espaço lusófono precisa de uma televisão “igual à Al-Jazira” –(1)–, defendeu o ex-presidente timorense José Ramos-Horta –(2)–, criticando as emissões da RTP Internacional, que “só a sua mãe está interessada em ver”.

Orador no painel Lusofonia – Sonhos e Realidade da conferência que assinala os 40 anos do semanário Expresso, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Ramos-Horta considerou que “o grande desafio” da Lusofonia é “criar meios de comunicação que tornem as realidades dos vários países” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “tão interessantes” que os jovens se sintam atraídos por saber mais sobre os parceiros lusófonos.

O português “poderia ser muito mais popular em Timor-Leste se houvesse ou uma Televisão da CPLP” ou “uma televisão portuguesa mais criativa”, exemplificou.

Realçando que as crianças timorenses aprendem inglês através da televisão, insistiu que este meio de comunicação é importante para “tornar a CPLP em algo que os jovens vivem e sentem no dia a dia”.

O Prémio Nobel da Paz e recém-nomeado representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau confessou ainda que não vê “grande utilidade” em certas reuniões organizadas no âmbito da CPLP, que “parece estar copiando modelos de organizações regionais”, quando não o é.

“Criam-se e multiplicam-se grupos, comissões, reuniões ministeriais dos mais variados…”, criticou o ex-chefe de Estado timorense.

É preciso “pensar muito a sério o que realmente interessa” à Lusofonia “nos próximos cinco, dez anos”, apelou.  :::

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–– Notas: ––
–(1)– A rede de televisão Al-Jazira é um canal internacional de notícias de línguas árabe e inglesa, sediado no Catar e empresa privada de utilidade pública.

–(2)– José Ramos-Horta foi vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1996, juntamente com D. Carlos Filipe Ximenes Belo, bispo emérito de Díli. Foi presidente da República Democrática de Timor-Leste entre maio de 2007 e maio de 2012. Recentemente foi nomeado representante do Secretariado-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau.

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Espaço lusófono precisa de televisão «igual à Al-Jazeera», diz Ramos-Horta.
Extraído do Diário Digital – Lisboa, Portugal.
Publicado em: 07 jan. 2013.

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