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Confraria dos Financeiros defende mais estrutura ao Ensino de Português em França

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade on 13 de Janeiro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Do diário O Mirante (Santarém, Portugal)
23 de dezembro de 2012

A Confraria dos Financeiros de Paris foi criada em 2008 com quadros dos negócios, da cultura e da diplomacia de França e Portugal.
 

A Confraria dos Financeiros de Paris, que junta quadros dos negócios, da cultura e da diplomacia de França e Portugal, propõe uma reestruturação do Ensino do Português em França para que a Língua Portuguesa consiga impor-se no sistema francês.

Em um documento publicado recentemente, este “centro de reflexão e estudo” reestrutura o desenvolvimento do Ensino do Português em França em três eixos: uma rede de centros de ensino reconhecidos por Portugal e França, assegurada por associações portuguesas com professores qualificados; a afirmação do português enquanto “Língua viva” à disposição dos alunos franceses não lusófonos na escola primária, no colégio e no liceu; e a criação de um “Liceu Lusófono Internacional” e de um “Centro Cultural Lusófono” em Paris.

Para o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, “são bem-vindas todas as iniciativas que visem alargar o número de falantes de português e consolidar as aprendizagens da Língua”.

Admitindo que este possa ser “um projeto com muito interesse, a prazo”, o governante diz, contudo, que a proposta necessita de ser analisada, “quer em termos financeiros, quer em termos pedagógicos”.

O documento da Confraria dos Financeiros defende a criação de um “Liceu Lusófono Internacional” e de um “Centro Cultural Lusófono” na França, com a participação dos países de toda a Lusofonia.
 

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Confraria, Roger Carvalho, defende que, “se o ensino da Língua Portuguesa em França estivesse mais bem organizado, Portugal teria mais força para impor o seu idioma no sistema de ensino francês”.

“Muitos lusodescendentes passam por um complexo conjunto de burocracias para conseguirem que as suas notas de Língua Portuguesa tenham uma ponderação equivalente à de outras línguas estrangeiras na média final de secundário, o Bacalaureato”, explica.

A Confraria dos Financeiros de Paris propõe a reestruturação do Ensino de Português de forma que seja incluído no sistema escolar francês.

É preciso, defende, “simplificar este processo” e “dar aos lusodescendentes argumentos para que escolham aprender português, em vez de quase castigá-los porque decidiram aprender essa Língua”.

A Confraria propõe, assim, que “a dispersão de associações que ensinam Língua Portuguesa a lusodescendentes” dê lugar a uma rede de centros de ensino que agrupem mais alunos – “para poderem, por exemplo, ter mais poder para negociar instalações com as autarquias” – e que obedeçam às regras de um “selo de qualidade” atribuído por Portugal e reconhecido pela França (écoles conventionnées reconnues), incluindo a contratação de “professores qualificados do sistema português”.

Além disso, defende o documento, a Língua Portuguesa deve ser proposta, como o inglês, o espanhol ou o alemão, como “Língua viva, no quadro das regras definidas para o efeito pelo Ministério da Educação francês”.

Para a Confraria dos Financeiros, esta reestruturação não implica um aumento dos custos que o Estado português tem com o ensino da Língua em França: “Os pais dos alunos seriam chamados a cofinanciar os cursos, e creio que ninguém se opõe a pagar por um ensino estruturado e útil. Os portugueses deveriam enviar menos remessas para Portugal e financiar as aulas de português”, argumenta Roger Carvalho.

Quanto ao financiamento do “Liceu Lusófono Internacional” e de um “Centro Cultural Lusófono”, a Confraria pensa que os restantes países da Lusofonia devem ser chamados a participar.

A Confraria dos Financeiros de Paris foi criada em 2008 e tem mais de 250 membros. Desde julho de 2011 que funciona como “centro de reflexão e estudo” para analisar e discutir temas relacionados com Portugal e com o espaço lusófono.  :::

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Confraria dos Financeiros defende Ensino do Português em França mais organizado.
Do diário O Mirante – Santarém, Portugal.
Publicado em: 23 dez. 2012.

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