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As línguas nacionais de Angola: uma vitória sobre o preconceito

In Lusofonia e Diversidade on 24 de Dezembro de 2012 by ronsoar Tagged: , , , ,

Ventos da Lusofonia mostra duas reportagens que exibem os avanços da revalorização das cerca de 20 línguas nacionais dos povos de Angola.

A primeira, da Agência AngolaPress, cita as Jornadas Científicas ocorridas na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, que abordaram sobre o ensino das línguas dos povos angolanos.

A segunda reportagem, do Jornal de Angola, trata da publicação de uma obra literária infantojuvenil nas línguas nacionais de Angola, para a transmissão dos valores dos povos angolanos à população mais jovem.

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–– Línguas nacionais são o espelho da cultura angolana ––.

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Da Agência AngolaPress
13 de dezembro de 2012

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Os participantes nas 2ªs. Jornadas Científicas da Faculdade de Letras destacaram hoje [dia 13 de dezembro], quinta-feira, em Luanda, a importância do ensino das línguas nacionais no país, por serem o espelho da cultura angolana.

As 2ªs. Jornadas Científicas da Faculdade de Letras, que decorrem sob o lema As Letras e a Transversalidade do Saber, dentre outros assuntos, discutem a transmissão dos ensinamentos em línguas nacionais.

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Solene Cristo, participante ao encontro, referiu que tendo em conta a importância das línguas nacionais, é necessário que sejam mais valorizadas, principalmente no seio da camada jovem.

Segundo a estudante, vários fatores impedem os jovens de aprenderem as línguas nacionais, dentre eles a desvalorização pelo facto de muitos se refugiarem em outras culturas e colocarem de parte o que é angolano.

Por sua vez, Maria Nkembe, finalista do curso de Língua e Literatura Portuguesa, considerou que o grande problema no aprendizado das línguas nacionais, em parte, tem sido a globalização, que para muitos é apenas a absorção do estrangeirismo.

Benjamim Fernandes, docente de Língua Portuguesa e Bantu, enalteceu as regiões onde são ensinadas a língua materna desde a tenra idade, isto a partir das famílias.

O interlocutor da AngolaPress aplaudiu ainda a variedade etnolinguística do país.

Benjamim Fernandes felicitou o Governo de Angola pelo ensino das línguas nacionais, tendo apontado a Faculdade de Letras, instituição que leciona as línguas quicongo, quimbundo, chokwé e umbundo.

“Hoje já temos aulas de mestrado de línguas nacionais para formar pessoas com conhecimentos científicos em torno do assunto”, disse.

Sobre o encontro, disse esperar que sirva para boas reflexões sobre a realidade sociolinguística de Angola.  :::

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–– Extraído da Agência AngolaPress ––

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–– Defendido ensino das línguas nacionais ––

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do Jornal de Angola
16 de dezembro de 2012

Ana Maria de Oliveira, autora de Kauyka.

A importância dos valores culturais, éticos e morais na formação de uma sociedade foi defendida na sexta-feira pelo docente universitário João Pinto, durante a apresentação, em Luanda, da versão em língua nacional quimbundo do livro Kauyka, da autoria de Ana Maria de Oliveira.

João Pinto, que apresentou o livro, referiu que a autora sempre defendeu a institucionalização das línguas nacionais no processo de ensino/reaprendizagem e considerou que esta obra ajuda a transmitir os valores existentes na cultura angolana, que se tornam cada vez mais raros por falta de transmissores.

O docente destacou a preocupação da autora em demonstrar as vantagens da relação entre as diferentes gerações. “Este lançamento representa também uma vitória sobre o preconceito. Falar em línguas nacionais não põe em causa a Língua Portuguesa; pelo contrário, contribui para o enriquecimento desta”, frisou João Pinto.

João Pinto: obra literária defende valores culturais de Angola através das línguas nacionais.

Para a autora, Kauyka reflete o percurso da sua vida profissional, cultural e política, além de evidenciar os factos históricos vividos por crianças angolanas que sofreram com a guerra.

A edição do livro na língua nacional umbundo já está pronta e em cuanhama, nhianeca e quicongo já têm equipas a trabalhar nas respectivas elaborações. Fazem parte da coleção cinco livros que vão desde o nascimento da personagem Kauyka, até à sua ida para a escola.  :::

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Defendido ensino das línguas nacionais.
Extraído do Jornal de Angola – Luanda, Angola.
Publicado em: 16 dez. 2012.

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