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Paulo Portas: CPLP sem “atropelos” nem “ciúmes” é oportunidade de crescimento

In Defesa da Língua Portuguesa, O Mundo de Língua Portuguesa on 22 de Novembro de 2012 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência AngolaPress
20 de novembro de 2012

Para o chanceler português Paulo Portas, a Língua Portuguesa é um factor que confere oportunidades de crescimento a todos os países da Lusofonia.
 

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, Paulo Portas, disse hoje [dia 20 de novembro] no XXII Encontro dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa que a CPLP – a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – sem “atropelos” nem “ciúmes” é uma oportunidade de crescimento para todos.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, que destacou o valor económico da Língua Portuguesa e que sublinhou que a Lusofonia é prioridade da política externa portuguesa, “a Língua falada em quatro continentes por quase 300 milhões de habitantes” é um factor de desenvolvimento que pode ter mais relevância no futuro.

“Os países da CPLP encerram muitas geografias e afinidades. Não devemos ver isto como um risco nem ter qualquer sentimento de ciúme; devemos ver isto como oportunidades de crescimento”, afirmou Paulo Portas no encerramento do XXII Encontro dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa.

“Se nos soubermos compreender uns aos outros e não nos atropelarmos, o factor CPLP vai ganhar escala”, disse Paulo Portas que lembrou igualmente à Cooperação Portuguesa com os Países Africanos de Língua Portuguesa.

Logomarca dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa

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Ao referir-se aos atuais valores da Cooperação Portuguesa com os Países Africanos de Língua Portuguesa (0,29% do Produto Interno Bruto português), Portas afirmou que não é preciso ter muitos projetos “pequeninos” mas sim, menos projetos, “mas mais importantes”.

Portas sublinhou os projetos de ajuda ao desenvolvimento, “que, dentro da margem possível, devem ser olhados como afirmação, manutenção e reinvenção das parcerias com os países de Língua Portuguesa”, e destacou a “definição de políticas macroeconómicas para o desenvolvimento” e questões relacionadas com “a exploração de recursos naturais”.

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Paulo Portas considerou que Portugal faz “a ponte” entre a CPLP e a Europa, “a maior economia do mundo”, e que o Brasil, “ao ser a potência que é no espaço latino-americano, constitui para os outros países da CPLP uma grande oportunidade”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse ainda em relação ao continente africano, “que se beneficiar da estabilidade e de instituições sólidas, que só o tempo constrói”, pode originar “alguns dos casos mais extraordinários de sucesso económico nas próximas décadas”.

“Todos conhecem o potencial de Angola, sendo uma potência regional; todos sabem a importância de Moçambique; todos conhecem a avaliação das instituições internacionais sobre a governança de Cabo Verde; e todos sabem as ligações que mantemos com São Tomé e Príncipe”, disse Paulo Portas, que disse ainda que “todos” querem respeito pela “constituição e diálogo político na Guiné-Bissau”.

Finalmente, ao referir-se à atual situação económica de Portugal, Portas afirmou que “as lições aprendidas com a crise são relevantes para os países lusófonos. São da maior importância para todos.”

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CPLP sem “atropelos” nem “ciúmes” é oportunidade de crescimento.
Extraído do portal da Agência AngolaPress.
Publicado em: 20 nov. 2012.

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