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Malaca Casteleiro e o Ensino do Português na China

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Novembro de 2012 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e do Observatório da Língua Portuguesa
15 de novembro de 2012

Aula de Língua Portuguesa em universidade chinesa: em toda a China, há 25 universidades que oferecem cursos de português, das quais 16 têm cursos de licenciatura.
 

O linguista João Malaca Casteleiro, à margem do seminário “O uso do dicionário e estratégias de ensino do vocabulário na aprendizagem do Português como Língua Estrangeira”, no Instituto Politécnico de Macau, pronunciou-se na última quarta-feira sobre o Ensino do Português na China.

A China, segunda economia mundial, tem apostado fortemente no Ensino do Português com o objetivo de reforçar as relações comerciais com os países de Língua Portuguesa, sendo o Brasil e Angola já dois dos seus principais parceiros comerciais a nível global.

Malaca Casteleiro em seminário na Politécnica de Macau: “Quanto mais países ajudarem a promover a Língua Portuguesa, melhor”.

“Há 25 universidades na China com cursos de Língua Portuguesa, das quais 16 têm curso de licenciatura, o que significa que todos os anos saem 300 licenciados dessas universidades para a via diplomática, para a área comercial, o que é muito interessante para a promoção da Língua Portuguesa nesta parte do mundo”, declarou o linguista à Agência Lusa.

Esta aposta da China no Ensino do Português tem sido sobretudo aproveitada pelo Brasil, através do envio de professores. Malaca Casteleiro defendeu a importância de vários países lusófonos partilharem essa missão, pois considerou que Portugal também “não tem os meios financeiros para apoiar mais”.

O linguista realçou, porém, que “não há problema nenhum em ser o Brasil a apoiar, pois quanto mais países ajudarem a promover a Língua Portuguesa, melhor”.

Na Região Administrativa Especial chinesa, o linguista disse ter constatado “com grande satisfação e sem surpresa que o português tem sido extremamente acarinhado e promovido”.

“Instituições locais, como o Instituto Politécnico de Macau, têm também desenvolvido trabalho de apoio ao Ensino do Português na China”, acrescentou.

Em Macau, o português é língua oficial, a par do chinês, mas o novo Acordo Ortográfico não foi ainda implementado – situação que Malaca Casteleiro acredita que se irá “resolver por influência dos outros países e instituições que também estão a aplicar o Acordo”.

“Já fiz em Macau uma apresentação do novo Acordo Ortográfico e houve uma grande receptividade, porque ele facilita a aprendizagem do português. Mas aqui haverá talvez alguma questão jurídica, legal” para não ter sido ainda implementado, concluiu.

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–– Extraído da Agência Lusa e do Observatório da Língua Portuguesa ––

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