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Comissão Nacional para as Línguas prioriza oficialização do crioulo cabo-verdiano

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 6 de Novembro de 2012 by ronsoar Tagged: , , ,

Do jornal Expresso das Ilhas (Cabo Verde)
31 de outubro de 2012

Mural com mensagem antidrogas escrita em crioulo cabo-verdiano: Comissão Nacional para as Línguas foi criada para a política de oficialização da língua em Cabo Verde.
 

A Comissão Nacional para as Línguas (CNL), empossada esta terça-feira [dia 30 de outubro] na Cidade da Praia, definiu como prioridade do seu mandato chegar a um consenso sobre os critérios para a oficialização do crioulo cabo-verdiano.

Adelaide Monteiro, linguista e uma dos 24 comissários para as línguas, afirmou aos jornalistas que, como órgão consultivo do governo, a CNL está disposta “para quanto antes” a apresentar alguns traços de definição de política linguística do crioulo.

“Sugiro pegar na questão da oficialização do crioulo e tentar analisar onde é que não está claro para, enquanto comissão, esclarecer esta questão, porque não há pessoas contra a oficialização do crioulo, mas sim, contra estratégias desta oficialização”, disse defendendo a criação de consenso à volta da questão e sobre a melhor estratégia de oficializar o crioulo.

A linguista Adelaide Monteiro pediu definição de estratégias para a política de oficialização do crioulo.

 

Esta opinião é compartilhada por José Luís Tavares, escritor e um dos seis comissários da diáspora, para quem é na diáspora que a língua cabo-verdiana mantém uma vivacidade “porque a língua é o primeiro elemento de reconhecimento da identidade dos cabo-verdianos lá fora”.

“Não temos que escolher nenhuma variante; temos que escolher a possibilidade de que todas as pessoas que expressam em crioulo possam escrever na sua variante com um alfabeto unificado. Porque não são falares que unifica a língua, é a escrita”, advogou.

Por seu lado, Eutrópio Lima da Cruz, o comissário que escreveu o primeiro livro com o ALUPEC (Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-Verdiano), a oficialização do crioulo “deve ser acarinhada” com todo o realismo e chegar a uma afixação da escrita nacional.

Depois de conceder a posse a CNL, que ainda não tem o seu órgão diretivo elegido, o ministro da Cultura [de Cabo Verde], Mário Lúcio Sousa, disse que a sociedade civil é que deve conduzir o processo da oficialização do crioulo.

“O fundamental desta postura do Governo em criar esta comissão foi termos devolvido à sociedade civil a responsabilidade sobre as políticas para as línguas, porque ela é formada por académicos, escritores, poetas, entre outros, que vão propor as medidas para essa questão”, explicou.

A Comissão Nacional para as Línguas, como órgão consultivo do governo cabo-verdiano na concepção e na concretização da política linguística, no plano nacional e internacional, é composta por académicos da área de estudos linguísticos, literatura, filosofia, escritores e professores que têm trabalhos científicos e criações literárias nas línguas em uso com maior predominância na sociedade cabo-verdiana: a Língua Portuguesa, o crioulo cabo-verdiano e a língua gestual de Cabo Verde.

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Comissão Nacional para as Línguas prioriza a oficialização do crioulo.
Do jornal Expresso das Ilhas (Cabo Verde).
Publicado em: 31 out. 2012.

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