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França: triplicou a demanda de bolsas de estudo para lusodescendentes

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 28 de Outubro de 2012 by ronsoar Tagged: , , ,

Do jornal Mundo Português (Lisboa, Portugal)
16 de outubro de 2012

Na França, triplicou o número de candidatos lusodescendentes a bolsas de estudo
no ensino superior.

:::  No ano letivo que se iniciou, triplicou o número de candidatos às bolsas de estudo que a Embaixada de Portugal em França atribui a lusodescendentes no ensino superior. As bolsas são distribuídas com o patrocínio da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e de bancos privados.  :::

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No ano letivo de 2011-2012, houve 50 candidatos para 50 bolsas. Este ano, o júri teve que analisar o triplo das candidaturas: 150 alunos concorreram às 53 bolsas disponíveis, cada uma no valor de 1.600 euros.

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Para Jorge Portugal Branco, da Embaixada de Portugal em Paris e membro do júri que analisou as candidaturas, este aumento “é um sinal claramente positivo”. O sociólogo destacou o facto de “as candidaturas [serem] cada vez mais diversificadas” e lembrou que, sendo o sistema de atribuição destas bolsas “antigo”, é “cada vez mais conhecido”.

As bolsas foram atribuídas a estudantes das mais diversas áreas, desde economia, engenharia, gestão e comércio a direito, comunicação, música, enfermagem e medicina. A diversidade verificou-se também no nível académico: de licenciaturas a pós-doutoramentos.

As 53 bolsas de estudos – cada uma no valor de 1.600 euros – são concedidas pela Embaixada de Portugal em Paris.

Anne Sophie de Azevedo, 25 anos, estudante de enfermagem, foi a primeira a receber aplausos e um cheque. Contou depois à Agência Lusa que nasceu em França, filha de portugueses naturais da Madeira, estudou sociologia e antropologia, mas quis voltar à escola. “Já não vivo em casa dos meus pais, já estudei alguns anos”, disse. Este dinheiro, acrescentou, “é uma grande ajuda” porque vai evitar que tenha que conjugar a carga horária do curso de enfermagem com um emprego de fim de semana.

Para Miguel Abolivier, de 20 anos, estudante de ciência política, o apoio vai ajudar nos custos de alojamento e nas deslocações a conferências, durante o ano letivo. Este filho de pai francês e de mãe portuguesa, de Viseu, considera que a iniciativa “desenvolve a relação entre os lusodescendentes e Portugal”.

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A falar pelo embaixador de Portugal em Paris, Ana Paula Vicente saudou o “gesto de profunda simpatia” dos privados que cofinanciaram a iniciativa “apesar da crise”.

Luís Castelo Branco, da administração do banco BCP, que assegurou 15 das 53 bolsas hoje atribuídas, disse à Lusa que, apesar da conjuntura económica, o banco considerou que “o esforço vale a pena”. “Pensamos, por um lado, que temos uma obrigação social, e, por outro lado, [que este gesto] é uma forma de apostar no futuro. Uma comunidade portuguesa com formação tem uma força completamente diferente”, acrescentou.

As 53 bolsas de estudo atribuídas foram patrocinadas pelos bancos BCP e Banque Espírito Santo et de la Vénétie, pela Caixa Geral de Depósitos, pela seguradora Fidelidade Mundial, pela distribuidora de papel Inapa e pela secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, da República Portuguesa.

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França: triplicaram as bolsas de estudo para lusodescendentes.
Extraído do jornal Mundo Português – Lisboa, Portugal.
Publicado em: 16 out. 2012.

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