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1.º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa em Lisboa

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 19 de Outubro de 2012 by ronsoar Tagged: , , ,

Do Jornal Digital e da TV Ciência (Portugal)
18 de outubro de 2012

A Ordem dos Engenheiros, de Portugal, promoveu o Encontro de Engenheiros da Lusofonia em Lisboa.
 

Mais de 800 engenheiros de Língua Portuguesa, oriundos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau (na China), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, reuniram-se esta quinta-feira, 18 de outubro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

A iniciativa é da Ordem dos Engenheiros (de Portugal), que realizou um congresso com o tema A Engenharia como Fator Decisivo no Processo de Desenvolvimento.

Para Carlos Matias Ramos, o congresso visou criar
redes de conhecimento para mobilizar a engenharia no mundo lusófono.

Na sessão de abertura do Congresso dos Engenheiros da Lusofonia, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, sublinhou que o objetivo deste encontro é “a criação de redes de conhecimento que possam mobilizar a engenharia ao serviço dos vários países envolvidos, através do estabelecimento de acordos de cooperação”.

Carlos Matias Ramos manifestou também o desejo de que este congresso seja “o primeiro de muitos outros que lhe seguirão, de periodicidade bienal, percorrendo os países envolvidos”.

A conferência inaugural ficou a cargo do gerente de Exploração e Produção da Petrobras, António Carlos Capeleiro Pinto, que revelou os desafios tecnológicos e de engenharia associados ao desenvolvimento da prospecção profunda em alto-mar. O gerente da Petrobras relatou o caso concreto do pré-sal brasileiro, “projeto de Lula da Silva [ex-presidente da República], que permitiu investigar uma área extensa e que tem sido bem-sucedido, estando em torno de 93 mil barris por dia”.

Destacou-se a sessão “Água e Saúde Pública”, moderada pelo presidente do Grupo Águas de Portugal, Afonso Lobato de Faria, que promoveu o debate entre diretores de grandes empresas de Moçambique, Brasil e Angola – que relataram as estratégias de desenvolvimento do setor, as políticas seguidas e os desafios encontrados no processo.

Também a sessão “Petróleo e Gás, Desafios do Futuro”, moderada pelo presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, foi uma das que suscitaram maior participação por parte dos intervenientes.

–– Moçambique: engenheiros para a agricultura e as novas minas ––

José Pacheco: “Vamos competir para atrair os técnicos necessários para o desenvolvimento do nosso país.”

Em sua exposição, José Pacheco, ministro da Agricultura de Moçambique, declarou que “a base de desenvolvimento económico e social em Moçambique naturalmente é a agricultura e vai continuar a ser a agricultura, dado o potencial agroecológico que o país tem”.

No entanto, afirmou que seu país tem feito importantes descobertas de minas de carvão e de hidrocarburetos e que, para aproveitar o seu potencial económico, Moçambique precisa de engenheiros das mais diversas especialidades.

“As novas descobertas de gás também abrem uma nova perspetiva para Moçambique. Moçambique tem estabilidade politica, económica e social. Temos uma lei e investimento. Portanto, vamos competir para atrair os técnicos que são necessários para o desenvolvimento do nosso país, tendo em conta a vantagem comparativa que o país oferece, tendo em conta a localização estratégica que o país tem, o clima, o povo moçambicano, a boa culinária moçambicana, entre outros elementos contidos na nossa lei de investimentos”, afirmou José Pacheco.

Ainda de acordo com o ministro moçambicano, para além das necessidades imediatas de engenheiros, Moçambique está a desenvolver o ensino – em especial, o superior – para ter um crescimento económico e social sustentável.

–– Para a integração dos engenheiros da Lusofonia ––
O Encontro dos Engenheiros da Lusofonia permitiu divulgar aos setores económicos nacionais as realidades socioeconómicas e os planos de desenvolvimento de políticas públicas, com o envolvimento da engenharia, dos Estados que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, além da Região Administrativa Especial de Macau.

Com esta iniciativa, a Ordem dos Engenheiros portuguesa pretendeu estabelecer uma plataforma de comunicação entre os países participantes, potenciadora de contactos privilegiados entre as entidades públicas e privadas, incluindo empresas e instituições de ensino ligadas à engenharia.

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–– Extraído do Jornal Digital e da TV Ciência (Portugal) ––

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