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CPLP quer investir mais no ensino da Língua Portuguesa no Timor-Leste

In Defesa da Língua Portuguesa, O Mundo de Língua Portuguesa on 7 de Outubro de 2012 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Mônica Villela Grayley
da Rádio ONU – Nova York
5 de outubro de 2012

Murade Murargy: “A CPLP tem que fazer um grande esforço” para que em Timor-Leste “o português não se perca”.
 

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, quer investir mais no futuro da língua no Timor-Leste. A informação é do novo secretário-executivo do bloco, Murade Murargy.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o ex-embaixador moçambicano afirmou que os países lusófonos precisam ajudar com o ensino do português para os jovens timorenses. A medida pretende apoiar os esforços das autoridades do Timor para aumentar a presença do idioma nesta faixa etária.

“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem que fazer um grande esforço para resgatar Timor com esses jovens e ensiná-los. Nós temos que mandar professores para lá. O Brasil, Portugal, todos nós, de forma que o português não se perca. Nós temos Goa, Damão e Diu [na Índia] que eram antigas colônias portuguesas e que perderam [a Língua Portuguesa]. Era um enorme património que estava ali ou que está ali. E podíamos ter feito programas mais ousados para resgatá-los [no ensino da Língua Portuguesa] e trazê-los para a Comunidade.”

Após a restauração da independência do Timor-Leste, em 2002, da vizinha Indonésia, o país começou a receber professores de português para treinar os mais jovens que aprenderam o indonésio desde meados dos anos 1970, quando os portugueses deixaram o Timor.

–– Língua Portuguesa e Cooperação Sul-Sul ––

Xanana Gusmão, primeiro-ministro de Timor-Leste: “Nós sacrificamos uma geração porque os indonésios proibiam falar português”.

Nesta entrevista à Rádio ONU, antes da declaração da CPLP e durante os debates da Assembleia Geral, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, disse que o país está no rumo certo para afirmar o português, e que precisa de mais professores.

“Nós sacrificamos uma geração porque, durante os 24 anos de ocupação, os indonésios proibiam escolas de português, proibiam falar português. Então, estamos neste grande desafio de proporcionar o ensino da Língua desde os primeiros bancos da escola. Mais porque temos dificuldades de formação imediata, e em grande escala, de professores. Este assunto é um assunto de longo prazo.”

De acordo com o último censo, no Timor-Leste, cerca de 30% dos habitantes do país falam a Língua Portuguesa.

Segundo autoridades timorenses, vários projetos para o ensino da Língua são realizados dentro do contexto da Cooperação Sul-Sul.

 

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GRAYLEY, Mônica Villela. CPLP quer investir mais no ensino da Língua Portuguesa no Timor-Leste.
da Rádio ONU – Organização das Nações Unidas, Nova York.
Publicado em: 05 out. 2012.

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