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Evento em Salvador debateu ensino da Língua Brasileira de Sinais

In Lusofonia e Diversidade on 15 de Setembro de 2012 by ronsoar Tagged: , , ,

Naira Sodré, do jornal Tribuna da Bahia
Salvador, Brasil
10 de setembro de 2012

O VI Encontro Nacional de Estudantes de Letras e de Libras (ENELL), realizado no Teatro da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), discutiu e debateu até esse domingo, 9 de setembro, sobre o ensino da Língua Brasileira de Sinais, a Libras.

No Estado da Bahia, a história do movimento surdo só começa a acontecer a partir da década de 1960. E só em 1979 é que surge a primeira associação de surdos, diz o professor Milton Bezerra Filho.

O encontro foi coordenado pelas professoras Thalita Araújo e Helaine Cardoso. E trouxe representantes dos cursos de Libras de vários Estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco.

A programação do encontro incluiu palestras, mesas-redondas, atividades culturais e lançamentos de livros. Destaque para as apresentações literárias e artísticas dos surdos realizadas durante o Festival de Cultura Surda.

Segundo o professor Milton Bezerra Filho, são poucas as produções e publicações em Língua Brasileira de Sinais. “Então, o professor é quem deve suprir esta falta, criando o seu próprio material de ensino para crianças surdas e adolescentes. Até bem pouco tempo, o surdo era tido como um incapaz, chegaram até ao cúmulo de achar que o surdo era um doente mental. Então ele ficava escondido. Não tinha direito à escola e nem ao trabalho. Foi e ainda é muito grande a luta para mostrar que o surdo não é um deficiente. Ele é igual a todo mundo”, disse.

A professora Thalita Araújo foi uma das coordenadoras
do evento sobre a Língua Brasileira de Sinais.

 

A professora Thalita Araújo diz que desde sua primeira edição, em 2007, o ENELL já percorreu cinco cidades brasileiras: Brasília, Rio de Janeiro, Goiânia, Fortaleza e Natal, sempre atraindo um grande público.

De acordo com a professora Sheila Maia, da UNEB, em Salvador, o evento abordou as consequências do Decreto nº. 5.626/05 [assinado pelo então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva], que garante a graduação em nível superior para professores e intérpretes de Libras.

“Muitos profissionais que trabalham com surdez não possuem a formação correta. O que existe atualmente nas universidades brasileiras são algumas disciplinas optativas voltadas para a área”, explica Sheila.

A professora ressaltou ainda que já existe um curso de Letras com especialização em Libras na Universidade Federal de Santa Catarina e que este ano “está formando a segunda turma da licenciatura e a primeira do bacharelado”.

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SODRÉ, Naira. Evento debate o ensino da língua de sinais.
Extraído do jornal Tribuna da Bahia – Salvador, Brasil.
Publicado em: 10 set. 2012.

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