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Pedro Pires: a Língua Portuguesa deve ser “Língua da ciência”

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 12 de Setembro de 2012 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Mônica Villela Grayley
da Rádio ONU – Nova York
11 de setembro de 2012

O ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Pires,
defendeu o uso da Língua Portuguesa como
Língua da tecnologia e da pesquisa científica.

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Em entrevista à Rádio ONU, o ex-chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, afirmou que a tarefa de fazer da Língua Portuguesa uma língua de cultura e de tecnologia deve ser levada a cabo por Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

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O ex-presidente de Cabo Verde [que esteve no cargo entre 2001 e 2011], galardoado com o Prémio Mo Ibrahim –(*)–, defendeu que a Língua Portuguesa tem de se afirmar não só como Língua de cultura, mas sobretudo de ciência e tecnologia.

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Para Pedro Pires – que falava à Rádio ONU durante a sua estadia em Angola, enquanto chefe da delegação da União Africana nas eleições gerais daquele país –, é preciso haver um esforço conjunto da comunidade académica, da sociedade civil e dos governos dos países lusófonos para elevar o estatuto da Língua Portuguesa no campo da pesquisa.

Aumentar o número de trabalhos académicos, diz, na área da tecnologia e informação é fundamental para a afirmação do português como Língua internacional.

“O trabalho a ser feito é fazer da Língua Portuguesa, para além de uma língua de cultura, uma língua de ciências e de tecnologia. Caberá aos países mais avançados, como Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, de trabalharem para fazer da Língua Portuguesa uma língua de cultura, mas sobretudo uma Língua de ciência e de tecnologia. Porque hoje sabemos que só estes dois elementos são importantíssimos e que dominarão nesta área que é fundamental hoje. As investigações [pesquisas], nos mais diversos domínios, precisamos tê-las em português. É o esforço que eu penso que deve ser feito”, defende Pedro Pires.

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–– Nota: ––
–(*)–   O Prémio Mo Ibrahim de Excelência na Liderança Africana foi instituído em 2007 e é dedicado aos líderes políticos do continente africano cujos governos foram pautados por desenvolvimento económico e por transferência democrática de poder.

O prémio, anual, é concedido pela Fundação Mo Ibrahim, criada em 2006 pelo empresário sudanês homónimo e que conta, como membros de seu comité, com nomes como: Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas; Mohamed El-Baradei, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica; Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e ex-Alta Comissária das Nações Unidas para Refugiados; e Graça Machel, atual esposa de Nelson Mandela e ex-primeira-dama de Moçambique e da África do Sul.

O primeiro vencedor do Prémio Mo Ibrahim, em 2007, foi o ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano.

Ouça a reportagem com o ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, no sítio da Rádio ONU, das Nações Unidas.

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GRAYLEY, Mônica Villela. Ex-líder de Cabo Verde diz que português tem que ser língua de ciência.
da Rádio ONU – Organização das Nações Unidas, Nova York.
Publicado em: 11 set. 2012.

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