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A Cimeira da CPLP em Maputo (II)

In O Mundo de Língua Portuguesa on 22 de Julho de 2012 by ronsoar Tagged: , ,

Da SIC (Portugal) e das Agências Lusa e AngolaPress


A IX Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, foi realizada no dia 20 de julho em Maputo, capital de Moçambique, e teve como tema central “A CPLP e os Desafios de Segurança Alimentar e Nutricional”. Porém, o encontro dos líderes da CPLP também tratou de outros assuntos, sobretudo de ordem económica e política e de discussão de estratégias sobre o papel da Língua Portuguesa no mundo.

Os governantes da CPLP tiveram de tomar decisões conjuntas sobre os dois assuntos mais polémicos da Cimeira: o golpe de estado da Guiné-Bissau e o pedido de adesão feito pela Guiné Equatorial.

Por uma reunião de alto nível sobre a Guiné-Bissau na ONU

Raimundo Pereira representou a Guiné-Bissau na Cimeira da CPLP em Maputo.

A organização da IX Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP defendeu, em Maputo, a realização de uma reunião nas Nações Unidas para elaborar uma estratégia “abrangente” que permita restaurar “a ordem constitucional” na Guiné-Bissau, após o golpe de estado de 12 de abril.

“Trabalhar pela convocação de reunião de alto nível, no âmbito das Nações Unidas, com vista à elaboração de estratégia abrangente e integrada que vise a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau”, assim refere a Declaração sobre a Situação na Guiné-Bissau, documento saído da Cimeira.

Os chefes de Estado e de Governo dos “Oito” consideram “fundamental promover, sob a égide das Nações Unidas, estreita coordenação com os Estados da sub-região e com os demais parceiros regionais e internacionais, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Europeia, com vista ao estabelecimento de uma parceria que contribua, de forma efetiva, para a pacificação e estabilização interna da Guiné-Bissau”.

Guiné Equatorial: não será desta vez

Teodoro Obiang Mbasogo, presidente
da Guiné Equatorial desde 1979.

A Guiné Equatorial não vai aderir hoje à CPLP como membro de pleno direito, porque registou “poucos progressos” no respeito ao regulamento interno da organização. Assim declarou na Cimeira em Maputo o vice-presidente angolano Fernando da Piedade dos Santos.

O vice-presidente de Angola – país que cedeu a presidência rotativa da CPLP para Moçambique – considerou que o alargamento dos pedidos de adesão ao estatuto de observador associado e consultivo “são provas do crescente prestígio” da Comunidade lusófona.

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CPLP aprova mecanismo de sanções

Dilma Rousseff e José Eduardo dos Santos foram as grandes ausências sentidas na Cimeira da CPLP.

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A Cimeira da CPLP, à qual faltaram os presidentes de Angola e do Brasil – José Eduardo dos Santos e Dilma Rousseff, respectivamente –, aprovou pela primeira vez um mecanismo de sanções, que pode ir até à suspensão de um Estado-membro em caso de “violação grave da ordem constitucional”.

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A medida, semelhante à existente na União Europeia, foi desenhada a pensar no caso da Guiné-Bissau, cujo golpe militar de abril foi veementemente condenado em Maputo.

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A Cimeira não apenas defendeu o restabelecimento do governo guineense anterior ao golpe como também incluiu, entre os chefes de Estado participantes, o presidente interino deposto Raimundo Pereira.

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Cavaco Silva: “CPLP conta cada vez mais na cena internacional”

Cavaco Silva: “O português tem todas as condições para ser uma língua universal”.

O presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, defendeu que a CPLP está cada vez mais influente nos fóruns internacionais e saudou os esforços da presidência moçambicana de reafirmação da Língua Portuguesa no estrangeiro.

“Saio daqui com a convicção de que a CPLP cada vez conta mais na cena internacional”, disse Cavaco Silva em uma conferência de imprensa no final da IX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo.

O português tem, hoje, todas as condições para ser uma língua universal, com todas as consequências que daí resultam, do ponto de vista económico e de projeção política”, disse o presidente português.

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:::  No próximo artigo, a aprovação da Declaração de Maputo da IX Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP.  :::

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– Extraído da SIC (Portugal) e das Agências Lusa e AngolaPress –

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