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Colóquio do IILP em Luanda sobre a Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais – (II)

In Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 8 de Julho de 2012 by ronsoar Tagged: , , , ,

do Blogue do IILP
Instituto Internacional da Língua Portuguesa

Estas foram as conferências feitas na quarta-feira, 4 de julho, o segundo dia do Colóquio de Luanda, promovido pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), com o tema “A Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais“. O Colóquio de Luanda, do IILP, realizou-se entre os dias 3 e 5 de julho.

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Cerca de 47% dos idiomas corretamente falados pelos funcionários das organizações Internacionais estão definidos para serem retirados, nos próximos quatro anos, e os de África serão os mais atingidos, devido à falta de profissionais altamente treinados na área de linguística no continente.

Esta informação foi fornecida pelo representante da União Africana, dr. Moss Lenga, diretor do Departamento de Tradução e da Rede de Escolas de Tradução e Interpretação de Conferência da África, foi aberto o segundo dia do Colóquio Internacional. Moss Lenga é também coordenador do Projeto Africano, que tem por objetivo estabelecer centros de excelência em todo o continente, oferecendo pós-graduação de formação universitária na área de tradução, interpretação de conferências e serviço de interpretação pública.

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Em seguida, foi a vez da apresentação do representante do Fórum de Macau – Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O dr. Joaquim Pereira da Gama expôs a dimensão do comércio entre a China e os países da Lusofonia, que chegou a 116 bilhões (mil milhões) de dólares, no ano de 2011 e chamou a atenção para os projetos de formação de quadros em Língua Portuguesa que tem ocorrido na RAEM – Região Administrativa Especial de Macau e que projeta este idioma naquela região do mundo.

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Já o dr. Amaral da Silva Lala, diretor adjunto para a Área Científica do Instituto de Relações Internacionais, do Ministério das Relações Exteriores de Angola, fez uma analise histórica da emergência do sistema internacional de Estados. Ele mostrou que, a partir do século XVII, o francês substituiu o latim como língua internacional e que, por sua vez, foi substituído pelo inglês a partir da Primeira Guerra Mundial. Para que a Língua Portuguesa ocupe maior lugar como língua diplomática, disse que é preciso atuar mais fortemente na educação das populações lusofalantes.

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A professora drª. Marisa Mendonça – da Faculdade de Linguagem, Comunicação e Arte, da Universidade Pedagógica, de Maputo, Moçambique – trouxe ao público um histórico da formação de tradutores e de intérpretes da Língua Portuguesa, do curso de mestrado da universidade. O curso é oferecido desde 2010 para formar profissionais nesta área com competência para trabalhar em organismos e instituições supranacionais e internacionais – inclusive com línguas africanas, como o suaíli, uma das línguas oficiais da União Africana.

Marisa Mendonça disse ainda que é preciso formar intérpretes de conferências que trabalham do português para outras línguas ativas e promover o uso do português no continente africano e entre os países dentro e fora da CPLP.

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Maria Alice Tavares, professora da Universidade Gregório Semedo, de Luanda, Angola, falou sobre a concepção de uma base de dados multilíngue propondo demonstrar a importância da organização do conhecimento para uma tradução de qualidade na área das ciências econômicas.

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A professora drª. Maria da Graça Krieger, da Universidade do Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil, abordou sobre a necessidade de padronização da terminologia, de modo a organizá-la, com dicionários de fraseologia e bancos de dados. Ela entende que essa padronização é uma política linguística. Um domínio comum de terminologias tem importância social. Uma terminologia organizada é uma estratégia política, econômica e cultural.

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A última mesa do Colóquio teve como moderador o sr. embaixador de Angola junto à missão da CPLP, Hélder Lucas, e contou com as palestras do professor dr. José Filipe Pinto, da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal, do mestre Márcio Undolo e do engenheiro António Kizeidioco.

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No dia 5 de julho, houve a apresentação e a leitura da Carta de Luanda, com a presença do diretor executivo do IILP, dr. Gilvan Müller de Oliveira. Este ato marcou o encerramento de mais um colóquio do instituto para definir as políticas a serem tomadas para a difusão e a promoção da Língua Portuguesa.

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No primeiro dia do evento, logo após a abertura oficial do Colóquio do IILP em Luanda, realizou-se uma apresentação cênica da dupla de atores Sidónio (Luís Kifas) e Lembinha (Josefina Dias), que interpretaram a temática do Colóquio Internacional sobre a Língua Portuguesa de forma criativa.

Assista aqui ao vídeo da apresentação, disponível também em linha no Blogue do IILP.

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Colóquio Internacional discute ações estratégicas para a promoção do português.
Do Blogue do IILP
Instituto Internacional da Língua Portuguesa

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