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Passos Coelho: “Mundo Lusófono tem tudo para se constituir como potência global”

In Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 26 de Junho de 2012 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
22 de junho de 2012

Pedro Passos Coelho reuniu-se com a presidenta Dilma Rousseff no Rio de Janeiro: o mundo de língua portuguesa em aliança estratégica de influência internacional nas decisões globais.

O primeiro-ministro da República Portuguesa esteve no Brasil para participar da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. Em seu pronunciamento na Cimeira da conferência realizada no Rio de Janeiro, Pedro Passos Coelho enalteceu o que se fez em Portugal na economia verde e também na azul – em referência ao manejo dos recursos marinhos.

“Temos responsabilidade coletiva face às gerações futuras. Falhar não é uma opção”, declarou, elogiando o “empenho do Brasil para o compromisso” alcançado no Rio de Janeiro que Passos Coelho diz ser “um passo importante na caminhada para o desenvolvimento verdadeiramente sustentável”.

“Se estamos todos aqui, é porque queremos agir juntos”


Pedro Passos Coelho na Cimeira da Rio+20: “Temos um compromisso coletivo. Falhar não é uma opção.”

E falou do trabalho feito em Portugal. “O processo de descarbonização está avançar robustamente, à luz do Protocolo de Quioto.”

O primeiro-ministro deu exemplos: nos últimos anos, em média entre 40% e 50% da eletricidade consumida foi produzida com base em fontes de energias renováveis. É o quinto país da União Europeia onde estas fontes têm maior peso na produção energética. E, por outro lado, 98% da água é controlada e de boa qualidade. “O uso eficiente deste recurso é de igual modo essencial.”

Passos Coelho declarou que Portugal tem “várias empresas das mais avançadas a nível mundial na ecoeficiência e ecoinovação, com níveis elevados de responsabilidade ambiental e social”.

Em relação à “economia azul” – a economia do mar – Passos Coelho não podia deixar de dizer que Portugal teve um papel importante neste tema, nomeadamente na perspectiva sobre a necessidade de preservação dos recursos marinhos para que o mar seja sustentável, já que é uma fonte de riqueza e suporte de vida do nosso planeta.

Passos Coelho garantiu, ainda, que também no seio da CPLP se tem procurado desenvolver projetos conjuntos em prol da economia verde inclusiva e do investimento nas ciências marinhas.

Elogiando os esforços portugueses, Passos Coelho aproveitou, no entanto, para pedir ação. E citou o escritor francês François Mauriac: “De nada serve ao homem conquistar a lua se acaba por perder a terra.” E acrescentou: “Os povos esperam não perder a terra” e, por isso, é preciso “coragem e determinação no caminho a trilhar”. No Rio de Janeiro, é de “aproveitar esta oportunidade para delinear novas respostas face aos desafios que humanidade enfrenta”.

Aliança para fortalecer o mundo lusófono
Pedro Passos Coelho que o mundo lusófono tem tudo para se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, de Angola e de Moçambique com a ideia de uma “aliança de prosperidade recíproca”.

“Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva”, afirmou Pedro Passos Coelho, durante um jantar com empresários em um hotel do Rio de Janeiro.

Pedro Passos Coelho na Câmara Portuguesa de Comércio do Rio de Janeiro: “a Língua Portuguesa
é um fator geopolítico global”.

“Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma [Rousseff], com o presidente [José] Eduardo dos Santos, com o presidente [Armando] Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordámos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial”, acrescentou.

Segundo o primeiro-ministro, os países de língua portuguesa têm “disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos setores de atividade”, ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um “grande mercado”.

Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono “é uma porta de entrada para uma comunidade maior” e defendeu que, tendo os portugueses sido “os pioneiros da globalização”, não faz sentido que desperdicem “os maiores proveitos da atual globalização”.

Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está a ser construída “uma verdadeira aliança estratégica”, assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.

Neste jantar com empresários promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, estiveram, segundo a organização, cerca de 200 pessoas. O ex-deputado e dirigente do Partido Social Democrata português, Agostinho Branquinho, que atualmente é administrador da Ongoing Brasil, foi um dos presentes.

Visita ao Real Gabinete Português de Leitura
Antes, o primeiro-ministro visitou o Real Gabinete Português de Leitura, onde defendeu que a língua portuguesa deve ser vista “também como um fator global em termos de geopolítica” e apontou o Acordo Ortográfico como expressão de “uma visão estratégica” que deve ser prosseguida.

Passos Coelho visitou o Real Gabinete Português de Leitura, edifício construído em estilo neomanuelino no Centro do Rio de Janeiro.

O Real Gabinete Português de Leitura é uma biblioteca criada no século XIX por um grupo de portugueses residentes no Brasil, sediada em um edifício de estilo neomanuelino, no Centro do Rio de Janeiro.

Durante a sua visita a esta biblioteca pública, Pedro Passos Coelho destacou o facto de Portugal ter sido “durante treze anos, a parcela europeia de um Império” que tinha o Rio de Janeiro como capital. “Essa situação não tem paralelo na história das nações e continua a constituir-se como um fator de grande interesse e inspirador de reflexões mais vastas”, disse.

Por outro lado, a propósito do papel que “a diáspora portuguesa” pode ter face à situação nacional, Passos Coelho considerou que os portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo são “um dos melhores cartões de visita” de Portugal.

“Mostram a todo o mundo a raça de que somos feitos, a maneira como nunca desistimos de projetos que parecem difíceis”, elogiou.

Em seguida, o primeiro-ministro alegou que Portugal está finalmente a encarar de frente os seus problemas e a seguir a direção certa para os resolver. “Sempre ganhamos tempo quando fazemos o que é preciso, e nós estamos a fazer o que é preciso para colocar Portugal num caminho de crescimento justo.”

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— Extraído da Agência Lusa. —

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