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Galiza: Festival Lusófono de Vigo celebra o fado

In Defesa da Língua Portuguesa, Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 19 de Junho de 2012 by ronsoar Tagged: , , ,

O filme Fados, de Carlos Saura, será apresentado diariamente, até o dia 23, na Casa de Arines – que abriga o Instituto Camões de Vigo.
 

Ocorre no Instituto Camões de Vigo, na Galiza (noroeste da Espanha), a exposição História do Fado – Património da Humanidade, produzida pelo Museu do Fado e pelo Instituto Camões, além da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), ligada à Câmara Municipal de Lisboa.

A exposição estará patente até dia 23 de junho no Centro Cultural do Instituto Camões em Vigo, situado na Casa de Arines, de segunda a sábado entre as 17 horas e 30 e as 20 horas. O filme Fados (2007), de Carlos Saura, será exibido diariamente no local.

• Instituto Camões de Vigo – Casa de Arines
Praça Almeida, s/n – Vigo, Galiza (Espanha)

Festival éMundial, em Vigo

Valentim Fagim, da AGAL, lamenta a falta de mais apoio do poder público em Vigo para a realização do festival.

A apresentação da mostra e do filme em homenagem ao fado fazem parte do Festival éMundial, que ocorre entre 2 e 21 de junho em Vigo, para celebrar a cultura lusófona e para mostrar que a Galiza não só faz parte dela como está nas origens de sua formação.

A Associação Pró-Academia, da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), colabora com a Associaçom Galega da Língua (AGAL) na organização do Festival éMundial. Para os organizadores, o objetivo do evento é mostrar que a língua da Galiza – o galego-português – é assim, “mundial”: uma língua de caráter transcultural.

“Lusofonia” ou “Galeguia”?
No dia 6 de junho, ocorreu o Encontro de Escritores da Lusofonia, que teve de ser realizado no Hotel Bahia, já que o Concelho de Vigo não disponibilizou para a ocasião a Casa Galega da Cultura.

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O evento contou com a presença de nomes importantes da literatura lusófona, como o angolano Ondjaki e o timorense Luís Cardoso. Ambos os autores chegaram a defender, no encontro, o uso do termo “Galeguia” em vez de “Lusofonia”, que transmite ao mesmo tempo as origens e a visão intercultural da língua portuguesa. O termo “Galeguia” – para designar a Galiza como berço da língua portuguesa e da cultura lusófona – foi criado pelo escritor brasileiro Luiz Ruffato, que participou de edições anteriores do festival.

Houve, nos dias 7 e 8 de junho, duas mesas-redondas na Casa Galega da Cultura em Vigo: uma sobre “Lusofonias a Morarem na Galiza”, sobre a integração social na Galiza de pessoas vindas do mundo de língua portuguesa, foi mediada pela professora Irene Veiga Durão, da AGLP. E outra sobre os “Festivais da Lusofonia”, mediada por Maria José Castelo.

Falta de apoio do Concelho de Vigo
Valentim Rodrigues Fagim, presidente da AGAL, lamentou a falta de mais apoio institucional da alcaldia do Concelho de Vigo para a realização do evento. “Estávamos, há seis meses, trabalhando com o concelho para organizar o festival. Tivemos muitas reuniões, mas infelizmente, no fim de maio, o concelho decidiu, sem nenhuma explicação, dar por concluída a colaboração.”

“Mesmo assim, vamos fazer o festival”, declara Valentim, dizendo que o evento seria uma “denúncia” da falta de apoio dos poderes públicos a um importante evento cultural.

• Festival éMundial – Vigo, Galiza (Espanha):
<http://emundial.org/2012/>.

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(Postado por Ronaldo Santos Soares.)
— Extraído da Associaçom Galega da Língua e da Associação Galega da Língua Portuguesa (Galiza, Espanha) —

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